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O governador do banco central do Chipre apoia a sugestão de Bruxelas de submeter os bancos a testes regulares de 'stress'.
A ideia foi defendida por Athanasios Orphanides durante uma conferência promovida pelo banco central eslovaco. No evento, o responsável disse apoiar a realização regular de testes de 'stress' à banca, sugestão que partiu de Olli Rehn, o comissário de Durão Barroso para os Assuntos Económicos e Monetários.
Na mesma ocasião, Orphanides mostrou-se preocupado com a falta de harmonização na supervisão financeira praticada pelos diferentes países do euro, lembrando a recusa da Eslováquia em participar no resgate grego para reclamar uma alteração de regras que promova "a coesão e a solidariedade" dentro da UE. Isto porque, argumentou, "parece haver pouco apoio quanto à criação de um supervisor financeiro supranacional".
Não muito longe, em Bucareste, outro membro do BCE, Ewald Nowotny, falou sobre o futuro da zona euro, deixando a garantia de que a retirada das medidas de emergência não será discutida antes de Dezembro próximo. "Com certeza não discutiremos o primeiro trimestre antes de Dezembro deste ano", disse o banqueiro depois de na semana passada a refi ter ficado no mínimo histórico de 1% pelo 16º mês consecutivo, nível que Nowotny apelida de "apropriado".
Só nessa altura, em Dezembro, continuou o banqueiro, é que o BCE discutirá a eventual retirada das medidas extraordinárias de apoio à banca, tendo em conta as projecções económicas disponíveis nesse período.
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