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Ministra insiste em alargar horário das 35 para as 40 horas. Sindicatos estão abertos a negociar mas primeiro querem ver a nova tabela salarial.
As negociações entre os sindicatos dos médicos e o Ministério da Saúde para a conclusão do acordo colectivo de trabalho arrancaram terça-feira ao final do dia, com a ministra a insistir no alargamento do horário dos médicos das 35 para as 40 horas semanais. Os dirigentes sindicais estão dispostos a negociar este ponto mas querem esperar para ver primeiro a nova tabela salarial que está a ser ultimada pela ministra Ana Jorge. Os médicos exigem salários idênticos aos dos juízes e dos professores universitários.
Na prática, isso significaria uma subida salarial para os médicos em início de carreira da ordem dos 1.700 euros. É que, comparando as tabelas salariais dos médicos e dos professores universitários referentes a 2009, verifica-se que, enquanto um médico especialista a trabalhar no Estado (assistente) em início de carreira ganha 1.854 euros brutos, um professor universitário na mesma situação (professor associado sem agregação) recebe 3.601 euros, indica o sindicato.
A nova tabela salarial dos médicos ainda está a ser ultimada pelo Ministério da Saúde e, segundo Paulo Simões, do Sindicato dos Médicos Independentes (SIM), a ministra Ana Jorge garantiu, na reunião de terça-feira, que estaria pronta para discussão no final do mês.
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Comentários (17)
Vamos comparar o que é comparável (valores brutos de 2010): um médico em início de carreira (assistente) com exclusividade recebe 2.574,94; um professor universitário em início de carreira (é auxiliar e não associado) com exclusividade recebe 3.191,82.
Sr. Professor, devia ter vergonha em dizer que um médico não devia ganhar tanto como um Professor Universitário... é que aturar alunos deve ser de muita responsabilidade, dão umas quantas aulas e o resto do tempo é livre! ... acho escandaloso um professor universitário em início de carreira ganhar o dobro de um médico! Escandaloso!
Tenho muito respeito pelos médicos, mas não entendo os hórários deles. Ainda não percebi se têm horário a cumprir no centro de saúde ou se entram e saem quando querem. Muitas vezes o utente ainda não explicou os sintomas a receita inicia-se logo. Mas parece-me que ganham para fazer melhor. Relativamente aos enfermeiros parece-me que posso dizer que a nossa saúde esta nas suas mãos. Reconheço a sua responsabilidade, os conhecimentos que tem de ter para evitarem situações desagradáveis e com ele que o utente se encontra. A enfermagem bem merecia ser reconhecida, pois , nós utentes ,não queremos ser bem tratados por profissionais que se sentem injustiçados à vista de toda a gente.
O Sr. César Cordeiro, se é médico, pense na seguinte pergunta "Poruqe existem hospitais?" Ao contrário do que possa pensar, não é para os médicos, sim os médicos com letra minúscula, ganharem dinheiro.
Curiosamente os Hospitais surgiram com as Ordens Hospitaleiras, percusoras da Enfermagem. Não surgiram dos Barbeiros nem dos Curandeiros percusores dos Médicos. Quanto à origem das duas profissões estamos conversados.
Os Hospitais existem porque os doentes necessitam de Cuidados de Enfermagem 24/24h 7 dias na semana, sim de Cuidados de Enfermagem, porque os Srs estudiosos, que ao fim de tantos anos quase nem se chegam aos doentes limitando-se a pedir exames. Não esquecendo que a gestão operacional dos serviços clínicos é feito pelos Enfermeiros Chefes, porque os Directores de Serviço só sabem corporativamente defenderem os interesses dos colegas e tratarem os Enfermeiros e outros profissionais como se de criados se tratassem, porque gestão não é com eles. Para não falar no incumprimento das regras básicas de trabalho como:organização, cumprimento de horários, respeito pelas regras institucionais.
Caro César Cordeiro, lamento pelos seus colegas Médicos, sim Médicos com M, porque os há que para o trabalho e dedicação que demonstram merecem muito mais.
Parecia-me óbvio que perante esta notícia alguém trairía a discussão de Enfermagem para aqui.
Na actual situação económica, não é justo exigir ao governo mais despesa quando o que se pretende à mais rendimento. De qualquer forma, uma recuperação económica não se faz só através da redução de despesas, também se faz através de incentivos.
Relativamente às exigencias da classe médica, não retirando qualquer mérito, o valor exigido parece-me bastante elevado. Não estou na qualidade de afirmar que não mereçam o reconhecimento salarial equivalente ao de um Juiz ou Professor Universitário Auxiliar, mas não poderá ser que também o salário destas classes profissionais esteja mal avaliado?
Não interessa qual a profissão que mais trabalha em comparação com outras, é redutor, e mesmo que fosse um critério, não justificaría as alterações salariais.
Que os Enfermeiros são uma classe profissional superior e, portanto, merecem receber como tal, eu penso que é óbvio e totalmente aceitável, independentemente do que as outras profissões recebem. Simplesmente, se o estado determina um nível de salários para as profissões de nível superior, Enfermagem devería estar, indiscutivelmente, incluida.
Se os Médicos reclamam uma equivalência ao nível de um professor universitário ou um juíz, eu não vou refutar. É sem dúvida um valor gritante, e se a MInistra da Saúde pediu aos Enfermeiros "bom senso" por exigirmos uma subida de, aproximadamente , 380 eur para um Enfermeiro em início de carreira, sería extremamente incongruente a mesma agora aceitar uma subida de 1700eur aos médicos de início de carreira.
Em termos de despesa real para o estado, não tenho os números ao certo, mas sei que são exponencialmente mais Enfermeiros do que Médicos, pelo qual, o esforço exigido ao estado pode ser muito parecido.
Concluindo, com a ideia-chave: Não quero que as outras profissões ganhem menos, simplesmente me preocupa que a minha profissão (que já ficou claro que sou Enfermeiro) seja reconhecida pelo valor que tem. Como tal, parece-me algo inapropriado trazer a luta actual dos Enfermeiros para esta discussão.
caro cesar gostaria que me informasse onde e que hoje há enfermeiros e medicos com os mesmos anos de carreira a ganharem a mesma remuneração... é que de duas uma, ou nao vivemos no mesmo país ou alguém anda a ficar com o meu dinheiro.
sou enfermeira e posso-lhe garantir que ganho muito muito menos que qualquer médico a prestar funções no meu serviço e posso-lhe dizer isso porque me relaciono muito bem com os vários médico e esse assunto ja foi falado entre nos.
Desde sempre defendi uma posição justa e igual perante todos aqueles que cumprem as suas funções. Sei que todos reclamam para si a importância social e económica que sentem merecer! Concordo e apoio!
Se um médico acha que merece ganhar como um professor unversitário ou um juiz não vejo porque não o exigir! Mais uma vez, concordo e apoio!
Agora, tenho um apontamento a fazer...
Nunca disse nem direi que alguma profissão ganhe mais do que deve! Como tal, não admito que alguém o faça utilizando como argumento a menor importância de outras areas profissionais, revelando profundo desconhecimento e desrespeito pelos outros!
Proponho, por isso, um exercicio comparativo:
Imaginem-se administradores hospitalares....
Tendo nos recursos humanos uma fonte não só de despesa mas também de rendimento...
Várias entidades profissionais. entre elas médicos, enfermeiros...
Imaginem que um enfermeiro faria uma proposta: ganhar cerca de metade do ordenado de um médico, fazendo o mesmo horário semanal e no mesmo local de trabalho. Concordavam? Seria aceitável, tendo em conta o percurso académico e responsabilidades inerentes ao seu desempenho?!
Agora, fazendo as contas, daria um ordenado mensal para o enfermeiro de 2500 euros...Como resolveriam?!
Aguardo as respostas...
Os enfermeiros terão que ganhar o que ganham, ou mesmo menos, pelos simples facto de que os médicos, com muito mais diferenciação ganham o mesmo. Caso fossem cumpridas as novas grelhas legais de remuneração em função da diferenciação, os médicos estariam a anos luz dos enfermeios e de qualquer outra profissão, juízes, Prof. Universitário, todos (os médicos têm 12 a 16 anos de formação até obter o título de especialista, consoante a especialidade, isto após o 12º ano de escolaridade!!). Só poderá ser aumentada a remuneração dos enfermeiros, aumentando exponencialmente a dos médicos. Como tal será difícil por motivos orcamentais, os Sr.s Enfermeiros devem é estar caladinhos e agradecer a Deus por o ordenado não ser reduzido para metade. É que nem em Cuba o enfermeiro ganha o mesmo que o Médico, como acontece hoje em Portugal!!...
A afirmação dos sindicatos é mentira! Um Prof. Universitário em início de carreira não é Associado, mas sim Auxiliar! Por isso recebe 3191 euros brutos.
Acho que não faz sentido os médicos receberem o mesmo que um Prof. Universitário Auxiliar ou que um juiz. Deixem-se de corporativismos.
Coitados dos médicos!!! Só 1700€ por mais 5 horas por semana??? Isso para além de uma afronta à actual situação económica do país e do mundo é ridículo estarem sempre a exigir mais e mais quando todos sabem que, na área da saúde, é a classe profissional que menos cumpre os horários, ou seja, nem as 35h/semana conseguem cumprir!!! Se lhes pagarem as 40h só vai levar a cumprirem ainda menos e ganharem ainda mais. Relativamente ao comentário do sr AC fique sabendo que os enfermeiros também não são APENAS licenciados, são profissionais com um curso de 4 anos mas com uma carga horária superior à dos 6 anos de Medicina. Claro que não são comparáveis e por isso têm designação diferente mas não se ache o senhor mais "habilitado" porque para além de Especialistas temos também Mestres e Doutores entre outras Pós-graduações... Para além disso lembre-se que todos trabalhamos em equipa e conhecemos exactamente o valor, o papel e os ERROS de cada um, mas esse aumento que propõem é APENAS o dobro do que o MS anunciou como base para o ordenado mensal de um enfermeiro. É uma vergonha quer uma quer outra situação...
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