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Manifestações e dezenas de autarcas a contestar encerramento de tribunais.
"Racionalizar não pode ser sempre sinónimo de encerrar", disse ontem Fernando Ruas a propósito do novo mapa judiciário que prevê o encerramento de 54 tribunais e a criação de 27 extensões judiciais no país. O presidente da Associação Nacional de Municípios e da Câmara de Viseu assumiu que se o tribunal da sua cidade fosse encerrado "também faria protesto". Uma atitude que foi ontem seguida pelos autarcas de Torres Vedras, Golegã. Miranda, Boticas e de Alcacér do Sal, que vieram juntar-se ao coro de protestos que se vai multiplicando contra esta reforma.
"É penalizador para Torres Vedras, porque, apesar de não prever o encerramento do tribunal, vem reduzir-lhe competências", afirmou o autarca Carlos Miguel. Artur Nunes, de Miranda do Douro, falou num "rude golpe" para a cidade. Manifestações também não faltaram. Em Alcacér do Sal foi organizada uma vigília em frente ao tribunal, na Golegã duas centenas de manifestantes simularam um funeral em frente ao palácio da justiça e de Castro de Aire chegou mesmo a ameaça de bloquear a A24 caso o encerramento se confirme.
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