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É aguardada, nesta quarta-feira, forte mobilização de funcionários do grupo Caixa contra cortes de subsídios de férias e de Natal.
Os trabalhadores e reformados do Grupo CGD vão concentrar-se junto à porta principal do edifício sede da Caixa, na Av. João XXI, em Lisboa, na próxima quarta-feira à tarde, dia 25, em protesto pelo corte nos subsídios de férias e de Natal. Mais de mil funcionários da CGD são aguardados na iniciativa promovida pelos sindicatos dos bancários e comissão de trabalhadores do grupo financeiro estatal.
A concentração segue-se aos plenários realizados em Lisboa e Porto, e é uma das iniciativas levada a cabo pela comissão conjunta, em resultado da resolução aprovada pelos trabalhadores e reformados contra as medidas considerada "gravosas" do Orçamento do Estado para 2012, nomeadamente o corte dos subsídios de férias e de Natal.
"O objectivo é mobilizar as pessoas contra os cortes dos subsídios de férias e Natal no grupo CGD, esperando que adiram à iniciativa pelo menos tantos trabalhadores e reformados que participaram no plenário de 10 de Janeiro, na Culturgest, em Lisboa, e que contou com a participação de mais de mil trabalhadores", avançou ao Económico António Fonseca do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI). Segundo este sindicalista, a iniciativa surge nas vésperas em que se antecipa o corte do subsídio de férias dos funcionários do grupo CGD, que tradicionalmente paga este subsídio em Janeiro.
A comissão conjunta de Sindicatos e Comissões de Trabalhadores do Grupo - entre os quais os Sindicatos da Febase (SBSI, SBN, SBC, STAS e SISEP) - apelam a todos para participarem na concentração que ocorrerá entre as 16h00 e as 18h00, envergando uma peça negra em sinal de protesto pelas dificuldades que lhes estão a ser impostas, "com repercussões gravíssimas nas suas vidas e das respectivas famílias". Idêntica concentração será realizada no Porto, no mesmo dia e no mesmo período horário frente à porta principal da agência central da CGD no Porto, na Av. Dos Aliados.
"Os trabalhadores não merecem ser vítimas destes sacrifícios, ainda para mais num Grupo que em nada contribui para o défice do Estado, antes pelo contrário", defende o SBSI no seu site, onde dá conta que os trabalhadores e reformados do grupo CGD "estão, pelo segundo ano consecutivo, a ser extorquidos de uma percentagem do seu salário. Como se tal não bastasse, o Governo e a Administração da Caixa ainda querem subtrair-lhes os 13º e 14º meses, indiferentes aos problemas económicos que estão a causar a milhares de famílias, muitas das quais vêem-se já impossibilitadas de satisfizer os compromissos financeiros assumidos, nomeadamente o pagamento dos empréstimos à habitação ou os estudos dos filhos".
Segundo o SBSI, os reformados do Grupo ficaram já sem o subsídio de férias, que tradicionalmente é pago em Janeiro, juntamente com a pensão de reforma - o que este mês não aconteceu.
A CGD comunicou a 13 de Janeiro, numa nota enviada aos trabalhadores, que vão sofrer cortes nos subsídios de Natal e de férias os funcionários que ganhem acima de 600 euros, cumprindo a lei do Orçamento do Estado para 2012.
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