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Mais de metade dos jovens com menos de 25 anos ganha menos de 500 euros, porque têm empregos precários e de baixa qualificação.
De acordo com um estudo que vai hoje ser divulgado pela CGTP, 51% dos jovens trabalhadores com menos de 25 anos têm um salário inferior a 500 euros, tal como 24,5% dos jovens entre os 25 e os 34 anos.
Segundo o documento, a que a Agência Lusa teve acesso, 40% dos jovens têm um contrato de trabalho a prazo e um quarto ocupa postos de trabalho de baixa qualificação, o que, juntamente com a elevada concentração em sectores de actividade com salários baixos, leva a que a maioria dos jovens tenha salários inferiores a 750 euros.
A análise feita aponta ainda como razão para os baixos salários entre os jovens a discriminação entre trabalhadores permanentes e precários, dado que os contratados a prazo ganham menos 25% por hora que os permanentes, diferença que no caso das empresas de trabalho temporário chega aos 40%.
Embora a precariedade atinja todas as camadas etárias (28,7% dos trabalhadores), são os jovens os mais atingidos, pois representam 57% do total dos precários.
Citando dados do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social, o texto refere que em 2010 trabalhavam por conta de outrem 1,2 milhões de jovens entre os 18 e os 34 anos.
O emprego dos jovens está concentrado no sector dos serviços (68,3%) e na indústria (30,4%).
Entre 1998 e 2009 perderam-se mais de 160 mil postos de trabalho (42%) na indústria transformadora que eram ocupados por jovens.
Os jovens são também os mais penalizados pelo aumento do desemprego, em particular pelo desemprego de longa duração.
No início da década de 2000, os jovens desempregados representavam menos de quatro por cento do total de desempregados e em 2010 passaram a representar 19%.
O estudo vai ser divulgado num seminário sobre o estatuto laboral e social dos jovens promovido pela CGTP e resultou de uma colaboração entre o gabinete de estudos da central sindical e o ISCTE.
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