Sociedade

08/02/12 17:12

Mais de metade dos acidentes é por culpa dos defeitos das estradas

Económico com Lusa

Mais de metade dos acidentes rodoviários estão relacionados com a construção das estradas, que têm "defeitos gravíssimos" e influenciam negativamente o comportamento dos condutores, alertou hoje o Observatório da Segurança das Estradas e Cidades.

Mais de metade dos acidentes é por culpa dos defeitos das estradas

Mais de metade dos acidentes rodoviários estão relacionados com a construção das estradas, que têm "defeitos gravíssimos" e influenciam negativamente o comportamento dos condutores, alertou hoje o Observatório da Segurança das Estradas e Cidades.

Ao falar no grupo de trabalho sobre segurança rodoviária, criado na Assembleia da República, o presidente do Observatório da Segurança das Estradas e Cidades (OSEC), Nuno Salpico, afirmou que há traçados com "cinco a seis defeitos", nomeadamente curvas com ângulos reduzidos.

"O risco da sinistralidade rodoviária não resulta do comportamento dos condutores, mas sim das estradas que são construídas com defeitos muito graves", adiantou o responsável, sublinhando que enquanto este problema não for resolvido os números dos acidentes não vão diminuir. Segundo Nuno Salpico, os problemas nos traçados são sobretudo frequentes nas estradas nacionais e Itinerários Principais (IP) e Complementares (IC), sendo menor o risco nas auto-estradas.

No final da audiência com os deputados, o presidente do OSEC disse à agência Lusa que os acidentes rodoviários podem aumentar nos próximos tempos, tendo em conta que os automobilistas estão actualmente a optar pelas estradas nacionais, onde "o perigo é maior", devido ao pagamento de portagens nas antigas SCUTS. O mesmo responsável chamou a atenção sobre a ausência de regras na construção de travessias pedonais, sublinhando que cada município tem os seus critérios para construir passadeiras.

Nesse sentido e numa altura em que o Governo está a preparar alterações ao Código da Estrada, Nuno Salpico sugeriu uma regulamentação específica para a construção de travessias de peões, considerando que muitas passageiras estão "mal localizadas" e em muitas locais existe uma ausência delas. Como exemplo, referiu que as passadeiras não devem ser construídas
junto a paragens de transportes públicos, nem próximo de cruzamentos e entroncamentos devido à fraca visibilidade.

 

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