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Saúde

Mais de 2.500 enfermeiros podem ser despedidos

Catarina Duarte  
23/05/10 10:10

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Depois dos médicos e dos administradores hospitalares, também os enfermeiros se insurgiram ontem contra as medidas de austeridade decididas pelo Governo.

Depois dos médicos e dos administradores hospitalares, também os enfermeiros se insurgiram ontem contra as medidas de austeridade decididas pelo Governo. A serem aplicadas ao sector da saúde "de forma cega e indiscriminada", haverá uma ruptura nos serviços, pondo em causa o Serviço Nacional de Saúde (SNS), alertou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

"Mais de 2500 enfermeiros contratados podem ser despedidos", afirmou o SEP num comunicado, onde manifestou igualmente receio pela "degradação das condições de trabalho dos enfermeiros", antevendo "graves consequências" no normal funcionamento dos serviços de saúde, com repercussões na qualidade e segurança dos cuidados prestados aos utentes.

"Num contexto em que já hoje se verificam graves carências de enfermeiros nos mais diversos serviços de saúde, a ser aplicada esta medida [congelamento das admissões na Administração Pública] (...) redundará na incapacidade dos enfermeiros de continuarem a assegurar o normal funcionamento dos serviços", pode ler-se também no documento.

Depois do ministro Teixeira dos Santos ter anunciado que a saúde não ficaria de fora das medidas de austeridade, várias vozes alertaram para o risco de ruptura de alguns serviços de saúde. "A determinação de que não vai haver entrada de funcionários na administração pública é uma medida global mas que não faz sentido ser aplicada à saúde, em particular aos médicos. Não é aceitável, nem pode acontecer", afirmou ao Diário Económico o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Pedro Lopes.

Conforme o Diário Económico avançou na quinta-feira, a Ministra da Saúde, Ana Jorge, tem tentado um acordo com as Finanças. O ministério de Teixeira dos Santos já mostrou abertura para ter em conta a especificidade deste sector e acatar "necessidades". Ou seja, o ministério da Saúde analisa as necessidades das unidades de saúde, propõe e articula admissões com as Finanças.

 





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