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Ben Bernanke diz ser urgente resolver o problema das instituições financeiras demasiado grandes para falirem.
"Simples declarações de que o governo não vai apoiar estas firmas no futuro, ou restrições que tornem mais difícil disponibilizar ajuda, não serão credíveis só por si", disse Bernanke, defendendo perante a Comissão de Inquérito à Crise Financeira, em Washington, o avanço da regulamentação.
"Se a crise tem uma lição única, é de que o problema dos `grandes demais para cair´ tem de ser resolvido", afirmou.
Bernanke defendeu que a reforma da legislação financeira nos Estados Unidos (Dodd-Frank), juntamente com as renegociações do acordo de Basileia sobre requisitos de capital e liquidez das instituições financeiras constituem uma estratégia para lidar com o problema dos chamados "too big to fail".
A legislação dá ao governo a autoridade para lidar com bancos "aflitos" e com grandes firmas financeiras cujo colapso poderia colocar em perigo a economia norte-americana.
"Em primeiro lugar, a propensão para tomada de riscos excessivos por firmas grandes, complexas e interligadas tem de ser grandemente reduzido", sublinhou.
Entre as ferramentas para este fim estão requisitos de capital e liquidez, nomeadamente para firmas consideradas "sistemicamente críticas", e ainda regulação e supervisão mais apertada das maiores, incluindo restrições sobre actividades e na estrutura de pacotes de remuneração, que frequentemente encorajam a tomada de riscos excessivos, além de medidas para aumentar a transparência e disciplina do mercado.
"A supervisão das maiores firmas tem de levar em conta não só a sua segurança e robustez, mas também os riscos sistémicos que colocam", afirmou.
"Está a ser implementado um novo regime que permite ao governo lidar com uma firma financeira aflita e sistemicamente importante, de uma forma que evita a liquidação desordenada que impõe perdas aos credores e accionistas. Garantir que o novo regime é operacional e credível será um desafio crítico para os reguladores", disse o presidente da Fed.
Para Bernanke, o custo da queda de uma grande firma depende também da resistência do próprio sistema financeiro à sua volta, e a recente reforma da legislação financeira norte-americana contém medidas positivas no sentido do aumento da transparência e supervisão dos acordos com derivativos.
As lições a extrair da Comissão serão importante para mitigar futuras crises, mas, avisou, mas não as afastará por completo, porque o crédito "envolve a tomada de riscos".
Segundo o presidente da Fed, "para alcançar ao mesmo tempo um crescimento e estabilidade sustentável, precisamos de um enquadramento que promova uma combinação apropriada de prudência, tomada de risco e inovação no nosso sistema financeiro".
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Comentários (14)
Finalmente ja conseguem ver que sem os bilhoes de pequenos a funcionarem economia nao desenvolve inclusive os grandes
Não percebo nada de Economia, Macro-economia, etc! Mas tenho um palpite; parece-me que num futuro próximo ( 2, 3 annos ), iremos passar, todo o Mundo desenvolvido, por um período de inflação elevada para os padrões actuais ( 8% a 15% ). Acho provável uma corrida às máquinas de impressão por todo o lado....
O meu amigo acha que a economia americana é mais fraca que a europeia? Pois está muito enganado meu caro! Imprimir mts doláres é bom para os americanos, podem sofrer uma inflação elevada mas desvalorizam a sua moeda e a divida do estado fica muito mais barata e fácil de pagar, além disso uma moeda mais fraca aumenta as exportações e diminui as importações - isto chamava-se a receita italiana para o crescimento e resolução das contas públicas. No nosso caso (europa) vamos seguir a via Japonesa - moeda forte - crescimentos muito fracos e problemas nas contas públicas. E o facto de o petróleo ser cotado em dolares favorece a europa (não se esqueça que o euro compra mais dolares), portanto, peça para que não comecem a negociar em euros - seria mais um problema para resolver.
Conclusão - Há muitos países que fazem parte do euro que não têm estrutura nem capacidade competitiva para lá estar (caso de portugal) e ter uma moeda mais fraca seria mais vantajoso em muitos sentidos, o problema é que temos de pagar a nossa divída em euros e se passarmos para o escudo vamos ter uma desvalorização enorme da moeda, ou seja, a nossa moeda não vale nada, não conseguimos pagar a divida logo estamos automáticamente falidos.
este sr é um bom politico, diz o que o povo gosta de ouvir, mas na realidade esta cansado de imprimir nota "dollar" de forma a que a economia americana se aguente, vamos a ver quais serão os efeitos de tanta nota a circular, se por ex o petroleo deixar de ser cotado em dollars, o que seria dos USA. ????? muitas questões se levantam ... aguardaremos por novas medidas de forma a recapitalizar a economia real ....
... sempre que havia uma fusão,punha-se a andar os funcionarios do banco comprado.
gestão?!!!
UM DELES É O FED DO QUAL O PROPRIO PRESIDENTE SE QUEIXA. ISTO É O PRESIDENTE DO FED QUEIXA-SE DA EXISTENCIA DO PROPRIO BANCO A QUE PRESIDE. É QUE AO CONTRARIO DO QUE MUITA GENTE PENSA, A FED É UM BANCO PRIVADO E NÃO ESTATAL NOS USA.
Sempre que havia uma fusao despediam milhares de trabalhadores ,nao è assim que se governa .A queda era sò uma questao de tempo ,eles sabiam -no e ficaram todos muito ricos
Num modo simplista - As crises começam quando se gasta mais do que se pode. E assim se continua, até que um dia explode. Se ganhas 100 e gastas 1000; aqui começa a bola de neve....
Não é preciso ser Nobel ou ver MMoore
Se quiserem saber como se constroem as crises,designadamente a que vivemos não percam o DVD de Michael Moore :
- Capitalismo - Uma história de Amor.
Estes herois da Banda desenhada de Wall Street estão lá bem retratados.
A "Economia de Casino" em todo o seu explendor.
ACORDEM EUROPEUS !
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