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Temporal na Madeira foi o mais grave desde 1993.
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As fortes chuvas que castigaram ontem a Madeira já provocaram 42 mortos e deixaram sem casa centenas de pessoas.
O temporal que assolou este sábado a Madeira tirou a vida a 42 pessoas e fez 120 feridos, alguns em estado grave. Há ainda a registar 248 desalojados, revelou o secretário dos Assuntos Sociais da Madeira, Francisco Ramos.
O governante adiantou à 'Lusa que o "depósito de cadáveres" foi centrado no Aeroporto da Madeira por "uma questão operacional" e que as vitimas mortais "ainda não estão todas identificadas".
Afirmou ainda Francisco Ramos que dos 248 desalojados, 85 já regressaram às suas casas.
Na baixa funchalense viveram-se momentos de pânico, com as águas das ribeiras a ultrapassarem os muros de protecção e a galgarem as principais pontes da cidade, como na Ponte do Bazar do Povo, a ponte do mercado (que desabou parcialmente) e a ponte junto ao edifício Dolce Vita.
Perante o cenário de destruição, o primeiro-ministro disponibilizou ao presidente da Madeira toda a ajuda necessária para começar imediatamente a reconstrução da ilha.
"A conclusão a que chegamos é que o Governo Regional da Madeira está a controlar muito bem a situação e a efectuar já alguns trabalhos de recuperação. Nós oferecemos ao senhor presidente do Governo Regional da Madeira toda a ajuda que necessitar para que a Madeira possa iniciar imediatamente esses trabalhos e os possa prosseguir nos próximos dias", afirmou José Sócrates, após uma reunião com Alberto João Jardim e o seu governo, citado pela RTP.
João Jardim agradeceu a "solidariedade" de José Sócrates em relação a esta calamidade, mas alertou que é necessário não dramatizar a situação, mostrando-se preocupado com os efeitos que esta situação pode ter no turismo da ilha. "Cuidado com as dramatizações. Não se pode esquecer que a nossa economia depende muito do exterior. Vamos resolver os problemas internamente", disse o presidente da Madeira.
Uma equipa de mergulhadores da Força Especial de Bombeiros, uma equipa cinotécnica da GNR e uma equipa do Instituto Nacional de Medicina Legal chegaram hoje à Madeira a bordo de um avião C-130 da Força Aérea.
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