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Estado

Madeira demora o dobro a pagar aos fornecedores

Paula Cravina de Sousa  
01/10/10 00:05

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Os fornecedores da Região Autónoma da Madeira têm de esperar 221 dias pelo pagamento.

A Madeira piorou os prazos médios de pagamento no segundo trimestre, com os fornecedores a esperarem 221 dias para receber o dinheiro, mais do dobro do que esperavam no mesmo período de 2009. De acordo com os dados divulgados ontem pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), no segundo trimestre de 2009, o prazo médio de pagamento era de 109 dias.

Mas os atrasos não são exclusivos do da região autónoma governada por Alberto João Jardim, que mostra subidas consecutivas entre trimestres. A DGO publicou também a lista com o prazo médio de pagamento dos serviços públicos da administração directa e indirecta do Estado. E aqui o sector da saúde fica mal na fotografia, com o maior número de entidades que não cumpre a lei que obriga os organismos públicos a pagar num prazo de 90 dias. No entanto, são muitas as entidades que ultrapassam aquele prazo.

O Centro Hospitalar do Oeste Norte, por exemplo, encabeça a lista negra publicada ontem pela DGO, como o pior pagador, tendo demorado 312 dias a pagar as suas dívidas no segundo trimestre do ano. Da lista constam 29 entidades, entre hospitais, organismos de defesa, da educação e da cultura. Mas no pódio está o sector da saúde. Fora deste segmento, estão 13 entidades, entre elas as oficinas gerais de fardamento e equipamento - que demoram 154 dias -, o gabinete de prevenção e investigação de acidentes com aeronaves - 132 dias - e a GNR - que demorou em média 100 dias a pagar as suas dívidas no segundo semestre, entre outros. O problema tornou-se, entretanto, mais grave, com a entrada em vigor da lei que obrigada os serviços a terem de pagar juros de mora (ver caixa ao lado).
Os dados divulgados para o segundo trimestre para a administração central não são comparáveis com os do primeiro, uma vez que, devido à entrada em vigor do Orçamento do Estado em Abril deste ano, a informação foi agregada e engloba os primeiros seis meses do ano.
Fora do âmbito dos serviços da administração directa e indirecta do Estado estão os hospitais empresa (EPE), que divulgaram os seus prazos na semana passada. De acordo a Direcção Geral do Tesouro e Finanças, o prazo médio de pagamento dos hospitais EPE voltou a agravar-se no segundo trimestre do ano para 196 dias. Nos primeiros três meses do ano, os hospitais demoravam, em média, 173 dias a pagar aos fornecedores.

 





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