À beira da “reeleição” do Presidente do Brasil, embora pela interposta candidatura de Dilma Rousseff, os ‘media’ internacionais, incluindo os portugueses, “descobriram” Luís Inácio Lula da Silva.
Em oito anos de exercício do mandato presidencial da grande nação brasileira contar-se-á pelos dedos das mãos o número de notícias que chegaram pelas agências internacionais relatando um êxito, um benefício para o povo, um enriquecimento para o Brasil resultantes da política de Lula da Silva. Pelo contrário, os jornais encheram-se com histórias de "mensalões", procurando atingir o Presidente, a par de piadas quase racistas relativas à origem proletária do dirigente. Em Portugal, país de doutores e engenheiros, esse tipo de piadas pega com facilidade: é que a par de todos os licenciados há um analfabetismo funcional propício à graçola fácil e boçal.
De passagem frequente por Lisboa, um casal de grandes amigos pessoais - ela, brasileira docente na Universidade de São Paulo, ele, moçambicano preparando então uma brilhante tese de doutoramento - foram-me dando conta das mudanças profundas que Lula ia introduzindo no Brasil, dignificando e promovendo os milhões de deserdados da oitava economia do Mundo. A informação rigorosa prestada permitiu-me, mais de uma vez, escrever nesta coluna do Diário Económico sobre êxitos de Lula da Silva no combate à pobreza, à fome e à doença, revolucionando a vida económica e social em muitas regiões do Brasil. Enquanto em Portugal se repisava no "mensalão" que, como era cada vez mais evidente, não sujava as mãos do Presidente.
Lula vai deixar a Presidência do Brasil como uma grande e consensual figura do mundo. Apesar da canzoada de doutores da mula russa que continua a rosnar contra o metalúrgico.
joaopaulo.guerra@economico.pt
Comentários (1)
Publicidade
Acções do PSI 20
Última Hora
Comunidade
- Lisboa prova ganhos pela primeira vez na semana 16:45
- Metro de Lisboa reduz prejuízo em 1,5% para 146 milhões 15:50
- Governo reforça autonomia das escolas e dá mais poder dos directores 15:50
- Complemento Solidário chegava a mais 11,4 mil idosos em 2011 15:49
- Aumento do desemprego surpreende ‘troika' 15:29




