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British Airways é um dos casos mais graves: parou três dias e prepara mais quatro dias de greve.
Várias companhias aéreas de bandeira na Europa, além da TAP, enfrentam ameaças de greve. Depois da paralisação da British Airways - devido à greve do pessoal de cabine na passada semana, reivindicando aumentos salariais - e que se vai repetir durante mais quatro dias, Air France, Lufthansa e Alitalia também estão a braços com ameaças de greve.
No caso da transportadora aérea britânica as negociações entre o sindicato Unite e a administração da transportadora falharam, segundo garante a AFP. Por isso mesmo, pessoal de cabine e pilotos preparam nova paralisação, de quatro dias, a partir de sábado, dia 27.
Um impacto que poderá mesmo pôr em causa a viabilidade da companhia britânica, devido ao elevado número de cancelamentos: na primeira greve a previsão de cancelamentos foi de 1.900 voos.
Já a Alitalia, que durante anos teve um movimento sindical muito forte (a viabilização da companhia aérea italiana chegou a ser bloqueada por oposição sindical) cancelou quatro voos na passada segunda-feira, devido a uma paralisação de quatro horas dos pilotos.
Caso não seja desconvocada, a greve da British Airways vai coincidir com a paralisação do pessoal de cabine da Air France. Os tripulantes vão ficar em terra a partir de 28 de Março e durante quatro dias. Desta vez não estão em causa aumentos salariais: os tripulantes da Air France pedem alterações nas condições de trabalho nos voos de médio curso.
Os pilotos da alemã Lufthansa também já anunciaram uma paralisação, de 13 a 16 de Abril, após terem fracassado as negociações com a administração. Em causa está a exigência da administração de que os trabalhadores abdicassem de aumentos salariais durante 21 meses e impondo alterações aos horários de trabalho.
Paragem dos controladores aéreos causa caos
O sector não é afectado apenas pelas paralisações dos funcionários das companhias aéreas. Greves do ‘handling' (pessoal de terra) e, sobretudo, dos controladores aéreos também causam o caos nos aeroportos e muitas dores de cabeça às companhias aéreas.
No final de Fevereiro, a TAP, por exemplo, foi obrigada a cancelar uma série de voos para o aeroporto de Orly, em Paris, devido à greve dos controladores aéreos franceses.
Nos últimos anos, os movimentos de paralisação no sector têm sido criticados devido ao contexto de crise económica e internacional e que afectou fortemente as companhias aéreas. A quebra no tráfego de passageiros na aviação civil, aliada à escalada do preço do petróleo, levou a uma quebra nas receitas das companhias aéreas, arrastando muitas delas para resultados negativos.
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