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Sete casas de investimento estimam, em média, um resultado de 224 milhões de euros.
O BCP dá hoje o "pontapé de saída" na época de apresentação dos resultados do sector financeiro português, relativos aos primeiros nove meses do ano. Tendo em conta as estimativas dos analistas, Carlos Santos Ferreira deverá ter boas notícias para dar aos accionistas. De acordo com a média das previsões de sete casas de investimento, o banco deverá ter registado lucros de 224 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. O montante representa um crescimento de 26% face aos 178,1 milhões de euros alcançados em igual período do ano passado.
A continuação da melhoria da margem financeira e o aumento das comissões serão, segundo os analistas, o principal suporte de crescimento das contas do BCP. "Esperamos que a recuperação da margem financeira verificada nos últimos trimestres continue, reflectindo os esforços do banco em aumentar ‘spreads' nos novos empréstimos concedidos", revela o BPI, que avança com uma subida de 8% deste item. Além de também antever um comportamento positivo da margem "mesmo num contexto de diminuição do ‘stock' de crédito concedido", o Caixa BI estima uma subida de 13,7% das comissões até Setembro, face ao período homólogo.
Apesar de salientarem o contributo positivo do pagamento de mais um dividendo por parte da holandesa Eureko, as atenções dos analistas vão estar focadas na evolução do fundo de pensões do banco e na possível venda de mais activos após a saída do BCP da Turquia e dos EUA. A contínua dependência de financiamento junto do BCE estará, igualmente, no radar dos analistas. "A utilização de ‘funding' junto do BCE deverá continuar elevada. As dificuldades de financiamento forçaram o BCP a aumentar substancialmente o recurso ao BCE que, no terceiro trimestre, estimamos que tenha atingido um montante próximo dos 13 mil milhões de euros", revela o KBW.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
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