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A CGD fechou o semestre com um lucro de 105,3 milhões, menos 53,7% do que o registado no mesmo período de 2009.
Em comunicado, a Caixa Geral de Depósitos informa que "esta evolução foi reflexo da redução da margem financeira estrita, dos Resultados em Operações Financeiras e do registo de imparidades em participações detidas pela CGD".
É que a margem financeira estrita do banco liderado por Faria de Oliveira desceu 26,6% nos primeiros seis meses do ano fixando-se nos 685,5 milhões de euros, por um lado, devido "ao impacto da redução das taxas de juro, que afectou a rentabilidade, e, por outro lado, "à subida do custo de funding", explica o banco liderado por Ferreira de Oliveira.
A Caixa recorda que "a opção tomada no ano anterior de atribuir prioridade ao apoio à economia, mesmo que com alguma (inevitável e temporária) redução da rentabilidade, correspondeu, por um lado, a uma política de moderação na fixação dos spreads que acrescem à Euribor e, por outro, à adopção de rigorosos critérios de avaliação de risco e de pricing ajustado ao risco".
Além disso, os resultados em operações financeiras foram de 25,9 milhões de euros no primeiro semeste, menos 63,1 milhões do que no mesmo período de 2009.
A prejudicar as contas do banco estiveram ainda as perdas decorrentes das posições da Caixa no BCP e na Zon.
"A imparidade de outros activos líquida atingiu no semestre 96,1 milhões de euros, afectos na sua maioria a títulos, nomeadamente do Millennium BCP e da ZON", explica a Caixa.
Os mesmos dados mostram que o crédito a clientes, em termos brutos aumentou 4,7%, em 3,7 mil milhões de euros, para 82,3 mil milhões. Só em Portugal, o crédito a empresas aumentou em 805 milhões enquanto o crédito à habitação cresceu 903 milhões, informa o banco.
Já os depósitos de Particulares na Rede Comercial em Portugal ascenderam a 41,15 mil milhões de euros no final do mês de Junho, o que corresponde a um aumento de 4,25 face aos primeiros seis meses de 2009.
A Caixa adianta ainda que chegou ao final de Junho com um rácio core Tier 1, indicador usado para medir a saúde financeira dos bancos, de 8,1%. O valor ficou acima dos 8% mínimos estabelecidos pelo Banco de Portugal, mas abaixo dos 8,2% registados no final de Junho do ano passado.
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Comentários (8)
Cortem as reformas dos ex administradores para um máximo de 3000 euros mês que as contas melhoram. O Mirra Amarral que esta sempre a pedir sacrifícios para os os outros certamente... concorda.
Outra coisa não sería de esperar...
Em ano de eleições, conceder empréstimos a baixo de preço de custo e não aumentar spreads em crédito vivo, como toda a restante Banca Nacional fez resulta nisto. Margem financeira, que se traduz em rentabilidade é o que é. Falar em perdas em outros activos é areia para os olhos.
A opção foi de quem foi a medo para eleições, estratégia lesa Estado. Agora decidam o que fazer. Para o ano estamos cá para ver.
O problema da CGD é mais a má gestão ao nível das direcções comerciais. Directores familiares....afilhados....dos admnistradores. Puro clientelismo. Não fosse um banco público estaria em falência técnica.
O problema da CGD é quererem comer mais do que podem.
Basta ver que nos cartoes pre-pagos PRO ( recarregáveis ) a CGD aumentou a
anuidade de 7euros para 12 euros ( quase o dobro ) e aumentou as comissoes
de 0,42 centimos para 1,7% do valor. Quando a concorrencia (BES - cartao seleccao ) nao paga-se anuidade e a comissão é apenas de 1.25%.
Se quiserem clientes tem de prestar bom serviço. Quem tudo quer, tudo perde.
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