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Rodrigo Pizarro, director-geral da L’Oréal Portugal já trabalhou em França, Brasil e Venezuela.
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Cerca de 25 pessoas serão contratadas e programa de estágios vai abranger cerca de 40 estudantes.
A equipa portuguesa da Universidade Nova que venceu a edição portuguesa do L'Oréal BrandStorm vai concorrer à final mundial na próxima semana, em Paris. Um jogo de gestão que continua a ser uma forma privilegiada de descobrir talentos para a empresa, revela Rodrigo Pizarro, director-geral da L'Oréal Portugal, em entrevista ao programa Capital Humano do Etv.
Como é que funciona o jogo de gestão L'Oréal Brandstorm?
É um jogo internacional em que competem mais de 50 países do mundo e que, este ano, comemora os vinte anos de existência. É um jogo de gestão estratégica em que há uma simulação da realidade e em que as equipas têm que fazer uma apresentação de um lançamento de uma inovação. Nesta apresentação têm que simular desde a análise de mercado, o novo produto, toda a estratégia de lançamento no mercado. A própria forma como a apresentação é feita também faz parte da forma como se é avaliado.
Este jogo permite dar resposta a problemas da empresa, assim como ajuda a seleccionar talentos?
É fundamental na selecção de talentos, porque vamos conseguir vê-los numa realidade muito mais perto da realidade profissional, que na universidade. O que nos permite avaliá-los num contexto muito mais próximo do que vão encontrar na empresa.
E já contrataram muitas pessoas através deste mecanismo?
Em Portugal, nos nove anos que já dura o jogo, já recrutamos mais de 30 pessoas e metade delas ainda estão na empresa. Para quem recruta, este instrumento permite identificar talentos, que de outra forma seria muito mais complicado.
Mas a L' Oréal tem muitas outras parcerias com universidades?
Temos parcerias directas e estágios permanentes em que recebemos diplomados das universidades. Nos últimos cinco anos, mais de 150 pessoas estagiaram na empresa, o que significa uma média de cerca de 30 por ano. Uma boa parte delas acabam por ficar. E essas parcerias são fundamentais porque temos um número muito grande de quadros, cerca de um terço das pessoas que entraram na L'Oréal entraram como recém-licenciados.
Quadros que construíram a carreira dentro da empresa?
Temos carreiras construídas e um seguimento dos talentos, desde que entram. Depois há uma estratégia de carreira definida, a nível nacional e internacional. Temos reuniões regulares para detecção de talentos e para seguimento do seu percurso. É estabelecido um plano individual de desenvolvimento de carreira para cada pessoa.
Este ano apesar da crise vão manter cerca de 30 a 40 estágios?
Absolutamente. Não há nenhuma razão para mudar. Creio que esta mobilidade contínua, apesar do País estar numa situação um pouco complicada, continua a haver um mercado de trabalho que se movimenta.
Vão continuar a recrutar?
Sempre. Temos pessoas que saem da empresa para outras oportunidades e pessoas que se internacionalizam. Continuamos a expatriar portugueses e vamos continuar activos no recrutamento.
Quantas pessoas vão recrutar?
Penso que iremos recrutar entre 20 a 25 pessoas este ano.
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