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13 Nov 2011

LN Moldes investe 5,5 milhões na produção de cápsulas para a Delta

Mónica Silvares
LN Moldes investe 5,5 milhões na produção de cápsulas para a Delta

Empresa, liderada por Leonel Costa, disputa segundo contrato. Volume de negócios deverá duplicar.

São dez moldes a debitar 16 cápsulas de cada vez. Um ritmo de 4,5 milhões de peças por semana. Um investimento de 5,5 milhões de euros que pôs, sete meses depois, a LN Moldes a produzir as cápsulas de café para a Delta, colocando um travão à sua importação.

"O cliente [a Delta] procurava soluções. Apresentámos as nossas e fomos escolhidos, mesmo depois do cliente ter lançado o produto no mercado com outras características", explica Leonel Costa. Inicialmente a Logoplaste foi a empresa seleccionada para o fabrico destas cápsulas.

O presidente da LN Moldes está confiante que conseguirá renovar o contrato de parceria comercial com Rui Nabeiro. "Quero acreditar que teremos o segundo contrato com a duplicação do projecto existente, dado o sucesso que a Delta está a ter com as suas cápsulas", acrescentou, ciente, contudo, que a concorrência é feroz nesta área, nomeadamente de parceiros internacionais. "Há que ter cuidado com a concorrência, pois com o aumento da procura pode ser necessário diversificar os fornecedores", explica.

O segredo é a alma do negócio, por isso, Leonel Costa não revela muitos detalhes deste projecto, iniciado em Outubro de 2010, que poderá duplicar o volume de negócios actual da empresa. "Só com este produto está previsto um volume de negócios de oito milhões de euros por ano", diz. Este ano, o grupo LN Moldes (composto por cinco empresas) deverá facturar entre 17 e 18 milhões de euros, mas, em 2012, esse valor poderá crescer para 23 milhões.

O mote foi lançado pelos cinco milhões de euros de investimento - três dos quais de financiamento comunitário - que tem agora ao seu "alcance a produção de tampas para garrafas de água ou de iogurte". De trás veio a experiência de fabrico de tampas para a Avon e para a Johnson & Johnson.

Ao contrário de muitas empresas nacionais, a LN Moldes exportava 95% da sua produção e agora está a virar-se para o mercado nacional.

"Concentrar tudo no ramo automóvel era arriscado", conta Leonel Costa, que tinha 80% do negócio concentrado neste sector. Por isso, desde 2008, o grupo "decidiu diversificar para a área alimentar". Além disso, a opção foi evoluir para o fabrico das próprias peças. "Há dez anos, só fabricávamos o molde. Agora desenhamos o produto e fabricamos a peça", explica Leonel Costa, que já tem a seu cargo cerca de 250 trabalhadores. Só o projecto da Delta levou-o a contratar mais 12 pessoas.

A empresa de Leiria orgulha-se de ter "trabalhos em carteira até Fevereiro, coisa que não acontecia há três anos", avança Leonel Costa.

Perante a grave crise que abalou o sector automóvel, a aposta passou pela diversificação: "A indústria passou por situações complexas, mas a solução foi diversificar. A diferenciação foi o factor de crescimento". O grupo vai criar uma nova unidade da Planimoldes, a área que se encarrega do fabrico de moldes plásticos de maiores dimensões. Trata-se de um investimento de 2,8 milhões de euros e que deverá estar operacional em Fevereiro de 2013.

Mas o momento também não é fácil, já que os moldes são uma indústria de capital intensivo e que pode estar até dois anos sem receber de um cliente, e "a banca passa agora por dificuldades conhecidas que em nada facilitam a vida das empresas". A solução é inovar, "não só nos produtos, mas também nos processos", conclui Leonel Costa.

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