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A ministra Dulce Pássaro coloca terça-feira a primeira pedra da Unidade de Digestão de Avis/Fronteira, num investimento de 7,5 milhões de euros.
A ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, prevê, até 2012, a conclusão de novos 16 centros de valorização de resíduos para a produção de biogás com capacidade para injectarem 140.644 MWh na rede eléctrica nacional. A estes valores juntam-se os 349.205 MWh que os actuais nove centros em funcionamento produziram no ano passado, totalizando 489.849 MWh por ano. O biogás produzido em 2009 foi suficiente para abastecer 112.284 famílias compostas por três elementos.
"A legislação comunitária impõe que progressivamente se afastem os resíduos urbanos dos aterros. É o que o Governo está a fazer, produzindo biogás, diminuindo as emissões de CO2 para a atmosfera - evitando o aumento efeito de estufa - e produzindo adubos naturais para a agricultura", disse ao Diário Económico Dulce Pássaro.
Seguindo esta estratégia, a ministra vai, terça-feira, ao Centro Integrado de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos de Avis/Fronteira, da Valnor, colocar a primeira pedra da Unidade de Digestão Anaeróbia da Central de Valorização Orgânica.
Esta unidade surge como opção na perspectiva de "uma gestão sustentável e complemento para o tratamento da fracção orgânica dos resíduos sólidos urbanos não passíveis de serem transformados em composto orgânico" nas actuais instalações, realça a ministra.
Capacidade de 25.000 toneladas de resíduos
Com uma capacidade instalada de 25.000 toneladas de resíduos urbanos biológicos e um investimento de 7,5 milhões de euros, a unidade será capaz de produzir 110 Kwh de energia por cada tonelada de resíduos sólidos urbanos (RSU's) processada. Assim, a capacidade total será de 2750 GWh/ano de energia, cuja "comercialização será uma realidade em finais de 2011", adianta Dulce Pássaro.
A Digestão Anaeróbia (DA) é um processo biológico através do qual a matéria orgânica é transformada em metano e dióxido de carbono na ausência de oxigénio. Do processo de DA resulta biogás, que varia em qualidade de acordo com a composição e biodegradabilidade da matéria orgânica.
Com o objectivo de obter a máxima qualidade existe um passo prévio que consiste na separação e redução dos diferentes materiais que compõem os RSU's. Esta fase é realizada no tratamento mecânico da Central de Valorização Orgânica.
O biogás será usado como combustível de um motor que produzirá energia eléctrica que será injectada na rede pública, constituindo assim um factor de receita para a Valnor.
Dulce Pássaro refere que todas as tecnologias instaladas processam os resíduos em recinto fechado com captação do ar e posterior tratamento do mesmo em biofiltros, o que impede a libertação de odores.
A Valnor, empresa do Grupo EGF, é responsável pelo tratamento e valorização dos (RSU's) de 19 Municípios, estando os seis municípios da Raia-Pinhal em fase de integração na empresa. Actualmente, a Valnor já produz através dos seus sistemas solares e eólicos a energia que consome nos seus escritórios em Avis/Fronteira.
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Comentários (6)
Perfeitamente de acordo, e era bom que mais investimentos destes houvesse. Só não percebo porquê "Avis/Fronteira" já que Avis é concelho, pertence ao distrito de Portalegre. Será que é "Avis/Fronteira" é uma designação estratégica da Valnor? ou uma ignorancia de quem escreveu a noticia?
Fico muito contente com todos os passos que pretendem ser dados para aproveitamento dos resíduos, em nome do ambiente e da economia.
Vivi na Suécia no ano passado. E tive conhecimento de um sistema bastante eficaz para aproveitamento dos resíduos em cada cidade, de nome: "Fjärrvärme" - district heating em inglês. Podem ver mais informação em http://www.svenskfjarrvarme.se/In-English/District-Heating-in-Sweden/District-Heating/What-is-District-Heating/
Basicamente é uma pequena central localizada na cidade, onde as pessoas, ou o municipio podem depositar os lixos, e que após trabsformados, permite aquecer todas as casas de cada municipio. Não sei se será possivel aproveitar este sistema para "refrescar" as casas.
Uma boa notícia, nem tudo que se faz por cá é mau! Só acho que isto poderia ser um pouco mais divulgado para que toda gente se interessasse por saber para onde vai o seu lixo, e de onde vem a energia que consome.
vivaverde.blogs.sapo.pt
Muito bem, estamos a evoluir enquanto país. O que falta cá dentro é mesmo iniciativas que nos façam avançar, não passar a vida a queixar-se e fazer nada...
Boas noticias.
Concordo consigo, sra. ou sr. Antioxidante.
Não é assim que a maioria das pessoas pensa.
Mas sim, diz-me que carro, telemóvel ou óculos tens, dir-te-ei quem tu és.
Gostava de ver mais interesse por estes assuntos. Merece um comentário favorável. Cada um de nós em casa pode também contribuir para a sustentabilidade. Diz-me como tratas os teus resíduos dir-te-ei quem és.
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