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Lisboa regressa aos ganhos com Brisa e JM em forte alta

Margarida Vaqueiro Lopes  
04/08/10 15:00

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As acções da Jerónimo Martins (JM), PT e da Brisa são das que mais puxam pelo PSI 20.

A bolsa lisboeta conseguiu inverter a tendência e segue agora em alta ligeira. O índice de referência nacional, o PSI 20, avança 0,39% para 7.560,37 pontos.

A puxar pelo índice está sobretudo o desempenho da Jerónimo Martins, que sobe 2,1% para 8,99 euros, depois de já ter estado a cotar nos 9,12 euros, um novo máximo histórico.

A retalhista está a beneficiar de notícias sobre a possibilidade de novas compras na Polónia - onde a empresa marca presença através da Biedronka - e da valorização da divisa polaca (zloty).

Para além disso, a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos apresentou uma subida de 39,4% nos resultados do primeiro semestre, para os 101,7 milhões de euros, acima das previsões dos analistas. No acumulado do ano, a retalhista regista também a maior valorização do PSI 20, de quase 30%.

Já a Portugal Telecom aprecia 1,08% para 8,51 euros, na véspera de apresentar resultados trimestrais. Nove casas de investimento contactadas pela Bloomberg esperam que operadora dirigida por Zeinal Bava apresente um lucro líquido de 91 milhões de euros, relativo ao segundo trimestre do ano, um valor praticamente idêntico aos 90 milhões alcançados em igual período do ano anterior.

Destaque ainda para as acções da Brisa, que avançam 3% e são as que mais sobem no índice.

"Apesar de o grupo Mello já ter desmentido a intenção de lançar uma OPA à Brisa, a verdade é que o volume de acções negociado é muito interessante", disse Pedro Lino, da DIF Broker, ao Económico. "Há também a questão do dinheiro que a Brisa ainda vai receber da venda da sua posição na brasileria CCR", o que pode justificar os ganhos, acrescentou.

Nota, ainda no sector das telecom, para a Zon, que ganha 0,24%para 3,34 euros, no dia em que o Barclays Capital ajustou as suas estimativas para os resultados apresentados pela operadora dirigida por Rodrigo Costa. Os analistas do banco britânico cortaram o preço-alvo da dona da TV Cabo de 3,5 euros para 3,19 euros. A nova avaliação situa-se 3,6% abaixo da actual cotação da operadora.

 

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