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Turismo de Lisboa calcula que a base da easyJet possa representar 1.200 milhões em receitas.
Lisboa poderá receber dentro em breve uma nova base aérea da easyJet. A ‘low cost' britânica está a terminar o processo de escolha, para o qual partiu com uma listagem de 70 destinos, e Lisboa está na ‘short list'. No Turismo de Lisboa as contas já foram feitas e a vinda da easyJet para Lisboa será equivalente a um aumento de 1.200 milhões de euros em receitas turísticas nos próximos seis anos.
"Estão a decorrer negociações com vista a que a base seja em Lisboa porque estamos a falar de um volume de negócios importante, na ordem dos 1.200 milhões de euros de receitas para 6 anos", confirmou ao Diário Económico Vítor Costa, director-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL). Para os consumidores a criação da base da easyjet - que já voa para Lisboa, Porto, Faro e Funchal - era representar um aumento da oferta já que a criação de bases aéreas é frequentemente acompanhada pelo lançamento de novos destinos.
O aeroporto escolhido pela easyJet - neste momento Lisboa está a concorrer com Barcelona, Amsterdão e Copenhaga - para a instalação da base irá receber num momento inicial três aviões, que a médio prazo deverão evoluir para sete, segundo explicou ao Diário Económico o director geral da ATL.
Como prova do empenho da capital e do Governo a easyJet recebeu durante a semana passada uma delegação portuguesa onde estiveram o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, o presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, o director-geral da Associação do Turismo de Lisboa, bem como o presidente da ANA - Aeroportos de Portugal, que lidera este processo. "Foi uma delegação de peso, o que joga muito a nosso favor", avalia o director-geral do Turismo de Lisboa. Contactadas pelo Diário Económico, nenhuma destas entidades quis comentar.
A easyjet voa actualmente para 119 aeroportos em 29 países, estando a base mais recente no aeroporto de Fiumicino, em Roma, onde mantém estacionados quatro aviões. A companhia britânica dispõe hoje de uma frota de 189 aviões, estimando alargar este número para 208 em Setembro de 2012. Uma estratégia expansionista que já levou à demissão de um dos fundadores da easyJet que era membro do conselho de administração da empresa.
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