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Revisão em baixa das metas de crescimento no Japão, resgate à Catalunha e fracas perspectivas de mais estímulos pressionam bolsas.
As notícias na frente económica não foram positivas: a região espanhola da Catalunha formalizou hoje o pedido de ajuda financeira a Madrid para estabilizar as suas contas; no Japão o Governo reviu em baixa as metas para o crescimento económico para este ano, reflectindo as preocupações das autoridades com os EUA, zona euro e China; por fim, já ao início da tarde ficou a saber-se que a confiança dos consumidores norte-americanos registou em Agosto a maior queda desde Outubro do ano passado. Além de tudo isto os investidores parecem estar agora menos confiantes de que Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal norte-americana, anuncie mais medidas de estímulo à economia na próxima sexta-feira, em Jackson Hole.
Assim, a sessão de hoje foi de correcção face aos ganhos das últimas semanas. As bolsas de Madrid e Milão cederam 0,88% e 0,13%, respectivamente, ao mesmo tempo que Paris e Frankfurt perderam 0,9% e 0,8%. Mas, apesar do pessimismo europeu, Lisboa conseguiu escapar às perdas, somando 0,37% para 4.979,32 pontos, impulsionado pela Galp (2,66%), Jerónimo Martins (1,87%) e EDP Renováveis (1,5%).
"A economia mundial no segundo trimestre estava num nível degradado que já não víamos há algum tempo e o Japão está agora a ser afectado", referui Konstantin Giantiroglou, analista da Nueu Aargauer Bank, à Bloomberg.
Fora dos mercados accionistas, o euro apreciava 0,6% para 1,2571 dólares. E o barril de ‘brent' valorizava 0,12% para 112,39 dólares por barril, perante as perturbações na produção do Golfo do México causadas pela tempestade tropical Isaac.
Por Lisboa, além da Galp, JM e Renováveis, mais quatro cotadas encerraram em sinal positivo, com nota para o BPI (0,52%), REN (0,4%) e Sonae Indústria (0,9%).
Do lado das perdas, destaque para os títulos do ESFG e BES, que perderam ambos mais de 1,5%, no dia em que os accionistas autorizaram banco liderado por Ricardo Salgado a contrair empréstimo obrigacionista com garantia do Estado de até 550 milhões de euros.
A Portugal Telecom caiu 1,09% para 3,819 euros, depois de ontem ter disparado 6%, e também travou maiores ganhos na bolsa nacional.
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