Mais Lidas
PT e Galp deram sessão positiva ao PSI 20. Europa subiu mais de 2%, com procura sólida por dívida espanhola e eventual acção do Fed.
Espanha, Espanha, Espanha. As atenções dos investidores estão nesta altura centradas na situação financeira espanhola e na capacidade de o País continuar nos mercados de dívida. Os sinais de hoje foram alarmantes, mas nem tanto: é que o Tesouro espanhol financiou-se ao custo mais elevado da era euro, mas a procura continua sólida, o que sinaliza que a dívida do país continua a interessar aos investidores. Como reflexo disto, mas também da maior clarificação política na Grécia, as ‘yields' da dívida dos periféricos, incluindo Espanha, seguiam hoje a aliviar. E as bolsas aproveitaram para subir, beneficiando também da expectativa de que o Fed vai anunciar mais medidas de estímulo à maior economia do mundo.
Assim, o Ibex 35 de Madrid e o Mib de Milão subiram 2,7% e 3,4%, liderando ganhos entre as principais praças europeias. Também a bolsa de Paris somou 1,7%. Mais longe destes ganhos, o principal índice português, o PSI 20, ganhou 0,87% para 4.615,36 pontos, na quarta sessão de alta consecutiva, o melhor ciclo desde o início de Março. Em Wall Street, os ganhos eram superiores a 1%.
"Os mercados estão mais a olhar para as perspectivas da reunião do G-20 e o encontro entre as quatro potências do euro, que deverão definir um rumo para o futuro do euro", dizia Rui Bárbara, do Banco Carregosa, ao Etv. "Nos EUA, há também a expectativa de que a Reserva Federal norte-americana anuncie mais estímulos após a reunião de dois dias que começa hoje, através de uma nova ronda de ‘quantitative easing'", acrescentou o responsável.
Fora dos mercados accionistas, os sinais de alívio (ou de regresso a activos de maior risco) nos mercados eram evidentes: o euro subia 0,76% para 1,2673 dólares, enquanto o ouro perdia 0,16% para 1.625,40 dólares a onça, na primeira desvalorização em oito sessões. Já o contrato genérico de ‘brent', que é referência para as importações nacionais, subia 0,2% para 96,20 dólares por barril.
Por cá, apenas quatro cotadas foram incapazes de encerrar em zona de ganhos, com nota para o BCP, que afundou 4% para 9,6 cêntimos, ESFG, ‘holding' dona do BES, que perdeu 1,13% para 5,14 euros, e Jerónimo Martins, que cedeu 0,71% para 14,05 euros.
A impulsionar a bolsa nacional estiveram sobretudo a Portugal Telecom e a Galp, que somaram 2,24% e 2,18% para 3,33 euros e 9,27 euros, respectivamente.
Outras notas positivas vão para a Zon e Sonaecom, que voltam a ganhar mais de 2%, com especulação de fusão entre as duas empresas, após o reforço de Isabel dos Santos na operadora liderada por Rodrigo Costa.
E no dia em que terminou o prazo para aceitar a oferta da Camargo Corrêa pelas acções da Cimpor, a cimenteira nacional valorizou 2,6% para 5,644 euros. Os resultados da OPA sobre a Cimpor serão divulgados amanhã, em sessão extraordinária de bolsa, marcada para as 17h na Euronext Lisbon.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20
Divisas
A tecnologia que muda a internet. Realtime





