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Após um mês no cargo, o governador do Banco de Espanha, Luis María Linde, entrou ontem em choque com o governo.
Durante a primeira intervenção na comissão de Economia do Parlamento, Linde - que assumiu o cargo a 7 de Junho - afirmou que os bancos espanhóis que necessitarem de recapitalização terão que "demonstrar a viabilidade dos seus planos de recuperação", e caso não consigam apresentar projectos convincentes, "será necessário efectuar um processo de resolução ou de liquidação ordenada".
Este cenário, no entanto, é visto pelo governo como inaceitável, devido aos elevados custos que o encerramento definitivo dos bancos acarretaria. Em consequência, o ministro da Economia Luis de Guindos afirmou em resposta directa a Linde que "não há possibilidade alguma" da sua sugestão vir a ser seguida por Madrid.
O governador criticou ainda a actuação dos seus antecessores, ao afirmar que o Banco de Espanha "actuou de modo insuficiente e inadequado" no sector financeiro durante os últimos anos. A banca espanhola está no meio de um resgate na ordem dos cem mil milhões de euros, que deve ser finalizado no Eurogrupo da próxima sexta. Ontem mesmo, Madrid deu garantias extra à Finlândia, cuja fatia neste resgate é de 770 milhões.
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