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Carlos Jalali, em Partidos e Democracia em Portugal, explica como, na sequência do 25 de Novembro, a escolha de regime (revolução ou democracia liberal) foi crucial na constituição do sistema partidário tal como o conhecemos...
Carlos Jalali, em Partidos e Democracia em Portugal, explica como, na sequência do 25 de Novembro, a escolha de regime (revolução ou democracia liberal) foi crucial na constituição do sistema partidário tal como o conhecemos, com a linha divisória entre a esquerda e a direita estabelecendo-se mais entre o Partido Socialista e os partidos à sua esquerda, do que entre o PS e o Partido Social Democrata, e com uma diferenciação insuficiente entre estes dois, criando um eleitorado centrista preocupado com questões políticas de curto prazo. Fenómeno PRD à parte, este sistema só seria abalado com o surgimento do Bloco de Esquerda que, nos seus primeiros anos ocupou o espaço da afirmação de valores que recusavam simultaneamente o centrismo e a ortodoxia comunista. Outras afirmações de valores progressistas e de fuga ao centro surgiram mais recentemente, quer dentro do PS (veja-se Manuel Alegre), quer em movimentos de cidadãos (em torno de Helena Roseta, por exemplo). Mas fica-se com a sensação, hoje, de que estes desenvolvimentos foram engolidos pelo vortex do sistema partidário "novembrista", resumindo-se a lutas de facção dentro do PS ou, no Bloco, ao triunfo do populismo, da recusa do exercício do poder e à marginalização do contributo da componente mais moderada (e a que pertenci), a Política XXI. É certo que tudo isto se passou ao mesmo tempo que os partidos socialistas e social-democratas cediam quer às ilusões da "terceira via", quer ao ‘bulldozer' neo-liberal.
Mas neste momento histórico de crise do neo--liberalismo, de ressurgimento de uma política dos valores progressistas (de que Obama é um sinal) ou, aqui em casa, do regresso do cavaquismo via Ferreira Leite, é necessário empurrar a linha divisória esquerda-direita para o espaço entre PSD e PS. O potencial está lá: o programa do PS reflecte valores progressistas e é justamente o carácter ‘catch all' do PS que obriga a que seja nele, no seu espaço eleitoral, que se reforcem políticas e retóricas progressistas. Felizmente o PSD ajuda: não conseguindo melhor do que ressuscitar a antiga ministra cavaquista da educação e das finanças, define-se à direita da linha divisória. Trinta e tal anos (!) depois do 25 de Novembro não me interessa (e muito menos às gerações jovens) saber se a escolha é entre revolução ou democracia liberal, mas sim entre fazer ou não reformas com base em valores progressistas: que permitam que mais gente viva melhor, com mais igualdade de oportunidades, mais direitos, liberdade e cosmopolitismo. Tudo o que o cavaquismo não quer prometer, tudo o que o populismo não pode fazer.
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Miguel Vale de Almeida, autor do www.simplex.blogs.sapo.pt, um ‘blog' feito por apoiantes do Partido Socialista
Comentários (9)
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Acções do PSI 20





Quem é este Almeida?????....
O 25 de Novembro significa a morte dos ideais de Abril e os seus adeptos, aqueles que a partir daí dado as resoluções tomadas por governos de três partidos que alternadadamente governaram Portugal sem qualquer diferença na forma ou nos princípios, praticaram governações grosseiras, desajustadas e totalmente desiquilibradas em relação às necessidades do país. Daí que hoje muitos anos volvidos, o nosso desenvolvimento político-o-social se tenha atrasado incomensuravelmente em relação aos povos mais desenvolvidos da U:E., coesistindo desta forma, um Portugal a dois tempos onde uns têm tudo, enquanto outros e cada vez mais nativos desta terra estão condenados a uma vida de subsistencia, mesmo quando trabalham árduamente e produzem bens e serviços de nível elevado que tanto contribuiem para o bem de alguns sem qualquer sentido do desenvolvimento Nacional!(...)
Como operário que com muito gosto sou, lembro aqui e agora que nos últimos
20 anos esta classe trabalhadora a que pertenso tem sofrido por parte dos governos de Portugal (devido aos seus pricípios reacionários e anti-operários)as maiores machadadas. os maiores insultos, os maiores desprezos e os maiores roubos alguma vez praticados na história deste país que se aproxima dos 900 anos.
Lembro que no meu país à quase 40 anos aprendi uma profissão (sou gráfico)que em 1989 ( tal como outras profissões) teria ganho se fosse um trabalhador
indiferenciado e que com a reforma da A. Pública de 2008, depois de ter andado a subir numa até aí carreira, fui promovido a género de contínuo ou seja fiquei a fazer parte de uma carreira onde existem responsabilidades francamente menores!
Quanto sei, as responsabilidades no que concerne a equipamentos, transformação de matérias primas e às técnicas que a tudo isto dizem respeito, por toda a Europa, América e todo o mundo são dignas e iguala-las
a meras funções, só na cabeça de alguns miopes políticos de Portugal!
Deixa-me rir, dixit Jorge Palma! O Partido Socialista derreteu o espaço político à Esquerda, com o ainda Secretário-Geral. O espaço que era do PS, é agora do BE. E à frente deste Partido está um líder muito inteligente e jovem, ainda que Trotskista. Quanto ao Liberalismo, sempre existiu, desde que existem seres humanos. Não vai acabar agora.
De facto a aeparação direita esquerda não se faz entre o PS e o PSD. A actual direcção do Partido Socialista colocou-a fora do partido. Enquanto este pobre SG estiver em funções não acredito que esta situação se altere.
Portanto para quem esta diferença seja fundamental, misturar cavaquismo na equação é apenas umas das diferentes técnicas de desviar a atenção. Há sim que votar nos partidos de esquerda que contestem a linha de direita da actual direcção do Partido Socialista.
É a primeira vez que leio um artigo deste senhor. E confesso que não fiquei entusiasmado. Concordo que haveria vantagem em colocar de novo a grande divisão entre esquerda e direita na fronteira PS / PSD. Mas se ela não está lá a culpa não é do 25 de Novembro. A culpa é do Senhor Pinto de Sousa que tem andado a baralhar tudo: reclama-se socialista para ganhar votos do PS, mas executa políticas neoliberais para ganhar votos no campo do PSD. E ganhou. Ganhou e manteve durante algum tempo o apoio de uma maioria. Só que esse apoio maioritário não levou a nada e a situação política é agora caótica. Foi Sócrates que engrandeceu o BE. Foi Sócrates que deu cabo do PSD durante este tempo todo. E talvez venha a dar cabo do PS, quando sair. O problema está nele, Sócrates. Defina-se de uma vez por todas. E quanto ao autor.. nas suas análises dê mais importância às pessoas e menos a acontecimentos históricos que ainda fazem lembrar as maneiras de pensar do defunto marxismo. Por exemplo Bush acabou e nasceu Obama. Como explica isso?
Oh camarada Vale. Ainda não acabaram as férias e já escreve ranto em favor do "chefe" ? Tenha calma, mantenha a caneta em repouso pois Setembro ainda esrá a 13 dias !
COMO É QUE O PS O CONVENCEU?
Pelso títulos de primeira página que apareceram ,quando o autor foi incluido nas listas socialistas,tenho que dizer que dispenso esse "progresso" do PS.Progresso é quando a qualidde de vida dos cidadãos ,sobretudo os desfavorecidos,estiver garantida e não pelas habilidades legais ,ditas "fracturantes"