Mais Lidas
Comunidade
Santana Lopes afirmou hoje que a norma dos 60 dias aprovada no Congresso do partido visa acabar com a "bagunça" no PSD.
O ex-líder do PSD disse em entrevista à Sic Notícias que prefere que a norma que impõe sanções aos militantes que critiquem a direcção do partido esteja no estatuto do partido do que no regulamento de disciplina.
"Prefiro que esteja nos estatutos como está nos outros partidos do que no regulamento de disciplina. Prefiro que esteja na carta magna do partido", afirmou, sublinhando que "estas normas existem em todo o lado. Existiam no regulamento anterior, no PS, no PSOE".
Santana Lopes adiantou também que não lhe pesa na consciência nenhum acto contra a liberdade, "porque estas normas estão na generalidade dos estatutos dos partidos, mas eu aclarei-as".
Isto porque, disse, a partir de agora passa a ser uma infracção grave quando os militantes do partido violarem o dever de lealdade com o programa, estatutos e regulamento nos 60 dias antes da eleição quando até aqui o conselho de jurisdição podia considerar que era sempre grave, em caso de reincidência.
"Agora se for antes dos 60 dias que antecedem as eleições deixa de ser uma infracção grave", explicou.
"Trabalho pela liberdade. Ia lá agora propor uma medida que fosse contra a liberdade do meu partido. Acho que esta norma é boa para o partido porque tem de acabar a bagunça que tem havido no PSD", sustentou.
"Cada instituição reage com as dores que tem e o meu partido está muito ferido com as punhaladas que tem tido nos dias anteriores às eleições", disse.
Na mesma entrevista, Santana Lopes frisou que ainda não foi convencido por nenhum dos quatro candidatos à liderança do PSD e que está "definitivamente fora da corrida".
"Não me candidatei à liderança. Isto não é para mim", disse.
Pedro Passos Coelho, um dos candidatos a sucessor de Ferreira Leite, enviou esta segunda-feira uma carta ao presidente da mesa do Congresso do partido, pedindo-lhe que introduza um ponto na ordem de trabalhos do Congresso de Abril para que se possa votar novamente a chamada 'lei da rolha'.
A carta enviada a Rui Machete diz que a norma é um "erro grave" que está a prejudicar o partido.
Também Aguiar-Branco, outro candidato, anunciou esta segunda-feira que vai pedir a averiguação da constitucionalidade da norma que impõe sanções a militantes que critiquem a direcção do partido 60 dias antes dos actos eleitorais.
Notícias da mesma categoria
Comentários
Publicidade
Acções do PSI 20





