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A directora-geral do FMI manifestou a sua insatisfação pelas propostas feitas até ao momento pelos credores da Grécia.
"As negociações estão a decorrer e muito claramente, até agora, ainda não foi possível aos gregos aceitarem a oferta dos credores", afirmou Lagarde à cadeia televisiva Bloomberg, que a entrevistou em Davos, na Suíça, à margem da edição 2012 do Fórum Económico Mundial.
"Mas estou satisfeita por ver que estão de regresso às negociações, para trabalharem intensamente", acrescentou.
Interrogada sobre o desfecho que pretende para estas negociações, Lagarde indicou que o FMI está "fixado" na ideia que a Grécia deve garantir no máximo uma dívida de 120 por cento do PIB em 2012. Um objectivo partilhado pelo ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, que também se exprimiu no mesmo sentido.
"Manifestamente, é necessário (que o perdão da dívida) seja considerável. Porque esta decisão não vai ser repetida", disse ainda Lagarde. O comissário europeu para os Assuntos económicos, Olli Rehn, considerou hoje em Davos que as negociações serão concluídas "sem dívida durante este fim-de-semana".
A directora-geral do FMI recusou referir-se a um novo empréstimo internacional à Grécia enquanto não forem concluídas as negociações em curso. "Estamos actualmente no terreno, a trabalhar com as autoridades gregas, sobre os resultados do ano passado, do último trimestre. Não estamos profundamente optimistas sobre o que foi feito", sublinhou.
"Mas queremos elaborar um programa que funcione para o país. E que deverá ser acompanhado por um financiamento", acrescentou. Lagarde aludiu ainda à necessidade de a Grécia "fazer muitas coisas, como ajustamentos estruturais, um reequilíbrio fiscal que deverá ser aplicado num período determinado. Outros poderão ter necessidade de contribuir, segundo parâmetros que são da sua responsabilidade, e não do FMI", disse ainda.
Em Maio de 2010, o FMI concedeu à Grécia um empréstimo de 30 mil milhões de euros, extensível até Maio de 2013, tendo até ao momento disponibilizado dois terços do montante. No entanto, a instituição financeira sediada em Washington tem manifestado a sua desilusão sobre a aplicação dos programas de reestruturação económica na Grécia, a continua a insistir para que Atenas aplique as reformas recomendadas.
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