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Para sair da crise é preciso que os salários desçam, nos próximos cinco anos, 20% face à Alemanha, defende Krugman.
Paul Krugman afirmou ontem, em entrevista ao jornal 'Le Monde', que esta pode ser uma forma de ajudar a Europa a sair da crise. "Para restaurar a competitividade na Europa ter-se-ia que, em cinco anos, baixar salários nos países menos competitivos em 20% em relação à Alemanha", defendeu o economista norte-americano.
Esta não é a primeira vez que o Nobel da Economia defende cortes de salários. Há pouco mais de um ano Krugman disse que nos países periféricos da Europa, tais como Portugal e Espanha, precisam de baixar salários entre 20 a 30% face aos da Alemanha.
Hoje em entrevista ao Le Monde, o economista afirmou ainda que "com um alguma inflação, o ajuste será mais fácil. O Nobel da Economia defendeu assim "um aumento de 4% nos preços pode trazer alguma da flexibilidade necessária à economia europeia".
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