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Alemanha

Kohl diz que Merkel está a destruir “a sua Europa”

Andrea Duarte  
18/07/11 07:22

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1 leitores

A chanceler alemã não consegue lidar com a crise europeia, dizem membros do seu partido.

Helmut Kohl, ex-presidente alemão, não está satisfeito com a forma como a sua sucessora está a gerir a crise da Europa. E não é o único.

Kohl declarou, em privado, que Angela Merkel está "a destruir a minha Europa", referindo-se à forma como a chanceler alemã está a conduzir a recente crise do Euro e ao papel do antigo presidente na construção da União Europeia e da moeda única.

Outros membros do partido de Merkel, a União Democrática Cristã (CDU) também mostraram o seu descontentamento nos últimos dias. Volker Bouffier, primeiro-ministro do estado de Hesse e deputado da CDU, disse que Merkel estava em perigo de deitar por terra a herança pró-europeia do partido. "A Europa é um projecto político. É demasiado importante para deixar às agências de ‘rating'", criticou Bouffier.

"A última coisa que um país de exportações como a Alemanha pode fazer é ter uma população eurocéptica", acrescentou Kurt Laukk, responsável pela comissão económica da CDU. Merkel está a ganhar uma reputação de eurocéptica devido às suas declarações recentes. Já ameaçou não ir a uma reunião de chefes de Estados europeus se não se acordasse um segundo pacote de ajuda à Grécia.

Entretanto, na Europa, Merkel é acusada de euro-populismo. As suas recentes declarações sobre as reformas e as férias no Sul da Europa não ajudaram. O presidente do banco central alemão Beundesbank, Jens Weidmann disse na semana passada que o governo não tem uma estratégia clara para lidar com a crise da dívida que se avoluma na Europa. [CORTE_EDIMPRESSA]

Alemanha a crescer 3,4%

Enquanto a crise atingia a Grécia, Portugal, Irlanda e agora a Itália, Merkel alienou votantes e irritou aliados. Agora, a economia alemã está a crescer, mas isso não parece ter ajudado a chanceler.

A economia da Alemanha vai crescer 3,4% este ano, segundo as projecções. A taxa de desemprego caiu para 7% em Junho, pelo 24º mês consecutivo, o crescimento dos salários está a acelerar e os pedidos das fábricas por bens de investimento estão a subir, à medida que as empresas aumentam a despesa e a contratação para lidar com a crescente procura.

Mas a saga grega abafou todas as boas notícias domésticas. E o facto de Merkel estar preparada para emprestar dinheiro à Grécia valeu-lhe mais comentário desfavoráveis dentro da Coligação Democrática Livre (FDP) que lidera.

"Muitos democratas livres pensam que algo vai terrivelmente mal e que estamos a criar um sistema permanente de transferir ajuda para a actual periferia da zona Euro", afirma Frank Schaeffler, um jurista da FDP que, há um ano, queria que a Grécia vendesse ilhas para pagar a dívida. "Agora já não estou isolado no partido", acrescenta.

Merkel retirou a proposta de sanções "quase automática" previstas para os países em quebra das leis do défice, num acordo com a França. Depois da Alemanha ter pressionado investidores estrangeiros a esticar o tempo das maturidades de títulos da dívida grega, voltou atrás com a intervenção de Nicolas Sarkozy.

 





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Comentários (44)

António José de Matos Nunes da Silva , Oeiras | 18/07/11 11:38
Este artigo merece a meditação dos nossos "bons alunos" da Sra. Merkel.
António José de Matos Nunes da Silva


Ricardo , Portugal/Angola | 18/07/11 11:06
>>>> Para Antonio Trindade, Coimbra | 18/07/11 09:59

É Verdade Antonio, mas por outro lado não é menos verdade que considerando a actualidade economica mundial, os paises não vão poder ser todos ajudados, a contrapartida de termos acabado com alguns desses sectores e reduzido noutros, foram os diversos quadros de apoio comunitário.
Nós aceitamos as condições e essa não é a razão da economia mundial estar como está.
Aqui aplica-se a velha máxima, "não des a peixe a quem tem fome, ensina-o antes a pescar".
Ontem de noite estive a fazer umas pesquisas, o Numero de assinantes de TV por Cabo, Internet, telemoveis, etc... não diminuiu. Em primeira instância nós enquanto povo preocupado, deveriamos reduzir despesas no Supérfulo... Não houve aumento da utilização de transportes publicos e o Algarve está com uma taxa ocupação perto do máximo, com a grande maioria dos Turistas Portugueses.
Os Politicos portugueses não são diferentes de nós enquanto pessoas individuais, nós não planeamos, esperamos até ao máximo e por muito que refilemos nunca despimos a camisa e pomos mãos á obra, é preciso planear o futuro do país para 50 anos, ou mesmo mais, e isso é responsabilidade de todas as forças politicas, Claro que isso implicaria todos sentarem-se na mesma mesa com um objectivo comum, mas também é claro que isso é algo que contraria a nossa essencia enquanto Seres... Basta olhar para estes forums, a situação é de aperto, grave, mas aqui a maior parte das pessoas nem vem para ler, uns vêm porque podem "falar" publicamente, outros vem defender os seus partidos ou ideologias, e não nasce em parte alguma um movimento com o intuito de AJUDAR Portugal... Somos um Povo Maravilhoso em muitos aspectos, posso testemunhar isso por ter vivido em Vários Paises, dentro e fora da Europa... mas por outro Lado... eu Não gostaria nunca de ser governante num pais como o Nosso!!! Não é só o Estado que tem deveres para conosco, nós também temos muitos deveres para com o Estado, e simplesmente ignoramos a maior parte deles. Abraço e obrigado pelo Comentário, afinal ainda há gente a lêr... Ainda há esperança... hehehe


ANGELA MERKEL : UMA PIGMEIA POLITICA , | 18/07/11 10:36

ANGELA MERKEL e, de facto, uma pigmeia politica ao pe de figuras da Europa como os ex-Chanceleres alemaes HELMUT KOHL, HELMUT SCHMIDT, WILLY BRANDT ou KONRAD ADENAUER ou outras como FRANÇOIS MITTERRAND e JACQUES DELORS.

Todas estas sao figuras com um sentido de Estado e do projecto europeu, a um nivel, aonde nunca chegara a actual Chanceler alema, a qual administra a Alemanha como se estivesse a governar a sua propria casa e com uma mentalidade estreita que apenas lhe permite fazer "navegar a vista", nunca se aventurando para o "mar largo" do sonho europeu, o que e um sintoma claro da sua mediocridade.

A sua pequenez vai ao ponto de nao dar um passo sem sopesar o efeito da sua decisao no seu proprio futuro politico, em funçao do agrado ou desagrado que a mesma decisao despertara no eleitorado alemao.

Nao e de gente desta que a Europa precisa.

Esta senhora, quando sair da chancelaria alema, sera recordada como um pessimo sonho por que passou a Europa, em termos do seu desejavel futuro como uma realidade politica una e federalizada.

Sera deste modo que a Historia falara desta senhora.




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