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As 'Yields' dos títulos de dívida a 3 e 5 anos bateram novos máximos, antes de o País realizar o primeiro leilão desde o pedido de resgate.
Os investidores não dão tréguas a Portugal, mesmo depois do pedido de ajuda externa. Sinal disso é o agravamento dos juros das obrigações do Tesouro (OT) em todos os prazos.
Na maturidade a cinco anos, a 'yield' subiu hoje até aos 10,780%, um novo máximo desde, pelo menos, a adesão ao euro, em 1999.
O mesmo aconteceu à taxa portuguesa a 3 anos, que fixou hoje um novo recorde nos 10,541%.
Os juros das OT a 2 e 10 anos avançam para os 9,128% e 10,191%, respectivamente.
Isto no dia em que Portugal voltar aos mercados de dívida. O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) vai tentar emitir esta manhã entre 750 a 1.000 milhões de euros, em Bilhetes do Tesouro a três e sete meses, naquele que será o primeiro leilão após o pedido de ajuda externa. E, a avaliar pelas taxas praticadas no mercado, o País deverá pagar hoje mais do que a Grécia na emissão de ontem
Pedro Lino, CEO da DiF Broker, avança com números: "Acredito que a linha de Novembro seja colocada em torno dos 4,5%, máximo de 5%, e a linha a três meses pouco acima dos 4%".
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