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Portugal colocou hoje no mercado 1.000 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a 3 e a 6 meses.
Os juros subiram e a procura duplicou a oferta na primeira emissão de dívida pública portuguesa desde que o País pediu ajuda externa.
"Registamos o facto de Portugal ter vendido 1000 milhões de euros, o objectivo máximo, e de a procura ter sido o dobro da oferta" e o facto de "as operações de emissão de dívida que hoje decorreram confirmam a deterioração das condições de financiamento provocada pela rejeição do PEC, tanto ao nível das taxas praticadas, como da procura externa", disse fonte oficial das Finanças.
Na maturidade a 3 meses foram colocados 680 milhões de euros a uma taxa de 4,046%. Na emissão anterior comparável, realizada a 5 de Janeiro, Portugal tinha pago 3,686%. A procura duplicou a oferta neste prazo, mas foi ainda assim mais ligeira que na emissão anterior (2,6). Portugal pagou assim quase o mesmo que a Grécia para vender dívida a três meses. Na última emissão deste prazo, Atenas emitiu dívida a pagar 4,1%.
"Os Bilhetes do Tesouro a três meses estarem com as taxas coladas aos da Grécia mostra que, estando Portugal numa negociação para um ‘bailout', quem empresta exige um prémio muito maior", notou Filipe Silva, do Banco Carregosa, à Reuters.
Já no prazo a 6 meses o IGCP vendeu 320 milhões de euros. A taxa média ponderada fixou-se em 5,529%, superior aos 5,117% verificados na última operação com as mesmas características, de 6 de Abril. Nesta maturidade os investidores deram ordens que superaram em 3,7 vezes o montante disponível. O rácio procura/oferta foi assim superior ao da emissão anterior (2,3).
"O leilão de hoje não surpreendeu. A taxa dos três meses está praticamente colada à que a Grécia fez ontem para a mesma maturidade e a seis meses está muito alta para este prazo. Daqui se retira que Portugal só a três meses é que está a conseguir buscar financiamento a taxas aceitáveis", declarou Ricardo Marques, da Informação Mercados Financeiros.
Tudo somado e Portugal conseguiu financiar-se no mercado em 1.000 milhões de euros, o limite superior do intervalo fixado para esta emissão.
[acrescenta comentário do Ministério das Finanças no 3º parágrafo]
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