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Depois das subidas dos últimos dias rumo a novos recordes, os juros da dívida de Espanha, Itália e Portugal descem hoje em todos os prazos.
As ‘yields' das obrigações espanholas desciam hoje em todas as frentes, pondo fim a uma tendência de subida registada nos últimos sete dias, depois de o Tesouro espanhol ter hoje vendido 2,4 mil milhões de euros de títulos de dívida a 12 meses. Espanha também colocou hoje no mercado 639,3 milhões de euros em obrigações a 18 meses. No total, o Tesouro espanhol emitiu mais de 3 mil milhões de euros em títulos de dívida, um pouco acima do montante indicativo.
Mas apesar do montante colocado no mercado, os juros subiram nos dois leilões devido à especulação de que o país poderá precisar de um resgate, além da ajuda aos bancos do país, nos mesmos moldes que os pacotes de assistência internacional à Grécia, Portugal e Irlanda.
"A melhor coisa em relação ao leilão de hoje foi o facto de terem conseguido vender o montante previsto", comentou John Davies, gestor de obrigações de taxa fixa na WestLB, à Bloomberg. Contudo, o mesmo especialista indicou que "a subida nas ‘yields' é enorme e não é sustentável". "Apesar de poder haver algum alívio de curto prazo por terem conseguido vender as obrigações, duvido que se estenda por muito tempo", frisou Davies.
Nesta altura, os juros das obrigações espanholas desciam em todas as maturidades, com o juro a 10 nos 7,061%, depois do máximo recorde de 7,285% registado na sessão de ontem.
"Estas ‘yields' decididamente elevadas deixam em aberto a questão da sustentabilidade das contas públicas espanholas ao mesmo tempo que não fazem nada para aliviar a especulação sobre quanto tempo o país poderá aguentar antes de solicitar um resgate mais global", escreveu Richard Mcguire, gestor de obrigações de taxa fixa no Rabobank, numa nota aos investidores. "Não é certamente um precedente favorável para os leilões espanhóis", acrescenta.
Para já parece reinar um certo alívio nos mercados de dívida, onde também os juros italianos cedem em todos os prazos, com a ‘yield' a 10 anos já abaixo dos 6% (nos 5,951%). Contudo, os prazos a 15, 20 e 30 anos continuam com juros bem acima dos 6%.
No mesmo sentido, também as ‘yields' portuguesas aliviam em todos os prazos, estando contudo acima dos 10% entre as maturidades a 5 e 15 anos.
Excepção são os juros gregos, que avançam na maioria das maturidades, com o juro a 10 anos nos 26,429%, depois deo líder do Pasok, Evangelos Venizelos, ter revelado hoje que a Grécia está a formar um grupo de trabalho para renegociar os termos do resgate grego.
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