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Crise (act.)

Juros de Espanha superam os 6% pela primeira vez

Eudora Ribeiro  
25/11/11 09:15

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'Yield' da dívida espanhola a 2 anos rompeu os 6% pela primeira vez desde que o euro foi criado. Juros italianos estão em novo recorde.

O juro das obrigações espanholas a 2 anos atingiu hoje os 6,013%, o que corresponde ao valor mais elevado desde a criação do euro, de acordo com dados da Bloomberg.

A tendência estende-se às 'yields' das obrigações de Espanha de todas as outras maturidades, com o prazo a 3 anos a negociar nos 6,11%, enquanto as obrigações a 15 e 30 anos já estão acima dos 7%.

Também o juro das obrigações italianas a dois anos atingiu esta manhã um novo máximo da era do euro nos 7,523%, tendo aliviado para seguir nesta altura nos 7,495%. De resto, as 'yields' italianas seguem acima da barreira dos 7% em todos os prazos, com o juro da maturidade a 20 anos nos 7,859%.

Estas subidas registam-se pouco antes de Itália realizar hoje um leilão de oito mil milhões de euros de obrigações a seis meses.

No universo dos 'credit-default swaps' (CDS) sobre obrigações do tesouro a 5 anos, o cenário não é muito diferente, com os CDS italianos a subirem 5 pontos até aos 558,13 pontos, o que quer dizer que os investidores têm de pagar um seguro anual de 558,13 mil euros por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida portuguesa.

Destaque para a subida de 18 pontos dos CDS da Hungria, até aos 622,15 pontos, depois de a Moody's ter descido o 'rating' da dívida pública do país em um nível, de 'Baa3 para 'Ba1', um patamar considerado lixo, que já pertence ao chamado grau especulativo, e em que se considera que existe um elevado risco de o país não cumprir integralmente os seus compromissos financeiros.

Esta é mesmo a segunda subida mais expressiva no monitor da Bloomberg que acompanha os preços dos CDS de 59 países de todo o mundo, de acordo com dados da CBIL, um intermediário financeiro que negoceia CDS.

Já os juros de Portugal aliviam na maioria dos prazos, depois dos avanços registados ontem, numa reacção ao corte de 'rating' por parte da Fitch à dívida soberana de Portugal para um nível considerado lixo.

 

 





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