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Apesar dos resultados nas eleições gregas, os investidores continuam sem dar tréguas a Espanha.
O efeito positivo das eleições gregas durou pouco tempo no mercado da dívida. Analistas citados pela Reuters indicam que depois dos resultados das eleições na Grécia, que parecem ter aliviado a pressão sobre a possibilidade da saída do país da zona euro, as atenções voltam-se agora para a situação em Espanha e Itália.
Em ambos os casos, a ‘yield' exigida pelos investidores para absorver dívida soberana está a aumentar em todas as frentes.
No caso da Espanha, a ‘yield' a 10 anos anos quebrou a barreira psicológica dos 7% e sobe agora 23 pontos base para os 7,117%. No prazo a 5 anos aumenta até aos 6,488%.
No mesmo sentido, a ‘yield' da dívida italiana a 10 anos avança até aos 6,051%. Já a maturidade a cinco anos progride para os 5,681%.
No prazo a 10 anos são, tanto para Espanha como para Itália, juros insustentáveis no médio prazo.
Em Portugal, os juros da dívida soberana estão a ser pressionados a cinco e a 10 anos. Na primeira maturidade, a ‘yield' avançou até aos 10,936%, enquanto na segunda, o juro da dívida aumentou para os 10,527%. Nos prazos a dois, três, sete, oito e nove anos, a ‘yield' está a aliviar.
A pressão sobre Espanha e Itália é também visível no mercado accionista. Num dia de ganhos generalizados na Europa, o madrileno Ibex 35 perdia 0,94%, ao mesmo tempo que o italiano Mib cedia 0,90%.
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