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Indicadores de dívida dos países periféricos agravam-se após acordo falhado entre os 27 da União Europeia.
Os 27 Estados-membros da União Europeia não se entenderam e o acordo intergovernamental para uma união orçamental só foi fechado por 23 países. Se o acordo parcial até está a motivar ganhos nas bolsas europeias, nos mercados de dívida os juros dos países periféricos agravam-se.
"Do que já vimos até agora, esta cimeira ainda não produziu uma solução directa para os problemas" da crise do euro, comentou Gary Jenkins, especialista da Evolution Securities, à Bloomberg.
Destaque para os juros gregos, que estão acima dos 150% no caso das obrigações a 2 anos - 150,76% - o que corresponde ao nível mais elevado desde que o euro foi criado, pelo menos.
Também as 'yields' italianas sobem em todos prazos, apesar de o Banco Central Europeu (BCE) estar a intervir no mercado, a comprar obrigações do país, de acordo com operadores citados pelas agências internacionais.
No mesmo sentido seguem os juros portugueses e espanhóis, com a 'yield' das obrigações de Portugal a dois anos a subir 15 pontos base até aos 17,08%.
Também no universo dos 'credit-default swaps' (CDS) sobre obrigações a 5 anos se verifica um agravamento dos preços dos CDS italianos, portugueses, espanhóis, que lideram as subidas no monitor da Bloomberg que acompanha este indicador para 59 países de todo o mundo.
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