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Analistas dizem que acordo já estava descontado.
Na reacção ao acordo alcançado pela União Europeia (UE) para o segundo resgate à Grécia, os juros da dívida portuguesa estiveram a cair em todos os prazos, mas, ao final do dia, já tinham invertido, seguindo uma tendência maioritariamente de subida. No caso das obrigações a 10 anos representava um sentido oposto ao dos títulos da Grécia, Espanha e Itália.
Analistas consideram que, por um lado, o acordo conseguido ao fim de uma maratona negocial já estava de certa forma descontado e, por outro, que a tranche de 130 mil milhões será insuficiente para conter a crise da dívida na região. Motivos que ajudam a justificar quer o comportamento misto dos juros das obrigações ao longo do dia de ontem, assim como o comportamento das bolsas, com as principais praças europeias a fecharem em queda. E também a subida dos ‘credit default swaps' (CDS).
"Em grande medida, a resolução sobre a Grécia estava descontada, portanto, o que quer que seja que vejamos de positivo hoje [ontem] será mais um sinal de alívio que o grito de alegria", afirmou John Davies, da WestLB, à Bloomberg.
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