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Aumento das taxas Euribor já se reflectem no valor da prestação. E juros vão continuar a subir.
As taxas Euribor sobem desde Março e a tendência já se começou a reflectir nas taxas de juro implícitas no crédito à habitação. Ou seja, enquanto até Junho as subidas sentiam-se apenas nos contratos celebrados nos últimos 12 meses, principalmente por via dos ‘spreads' mais caros praticados pelos bancos para os novos contratos, a partir de Julho os aumentos já se reflectem no total dos créditos existentes em Portugal. É uma consequência das subidas do indexante.
Pela primeira vez em 18 meses, as taxas de juro implícitas no crédito à habitação subiram, para 1,817%, 0,014 pontos percentuais superior à registada no mês anterior. O impacto na prestação média vencida é ainda residual, apenas mais um euro, para os 251 euros. No entanto, este aumento marca um ponto de viragem no alívio que os portugueses sentiram na carteira durante o último ano e meio.
Embora as taxas Euribor, principais indexantes no crédito à habitação, venham a subir há quatro meses, o ritmo de subidas agravou-se bastante em Julho. Na principal causa destas subidas, tanto João Cantiga Esteves, economista e professor do ISEG, como João Fernandes, economista-chefe do Finibanco, são unânimes: o nível historicamente baixo a que as Euribor se encontravam, tanto em termos absolutos como em relação à taxa directora do BCE. Ou seja, o ajuste é normal e era esperado.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
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