Mais Lidas
A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal está hoje a recuar.
Comunidade
- CGTP diz que 'troika' não está em Portugal para ajudar o país 20:42
- Regulador dos EUA aprova compra da EDP pelos chineses 20:39
- Governo vai criar 1.150 gestores de carreira para acompanhar desempregados 20:36
- Portugal acima da média da OCDE no acesso ao Superior 19:40
- Seguro acusa Passos de ser seguidista face ao Governo alemão 19:24
O juro das obrigações portuguesas a 10 anos desce pelo segundo dia consecutivo para 6,96%. Também o juro irlandês está a aliviar.
[acrescenta comentários de José Brandão Brito, responsável de 'Research' de Mercados Financeiros do Millennium Investment Banking]
A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal e à Irlanda está hoje a dar sinais de alívio, depois de os líderes da União Europeia, reunidos na cimeira do G20 terem reforçado que os actuais detentores de títulos de dívida pública não serão forçado a assumir as perdas em caso de reestruturação da dívida de um Estado emissor desses títulos. As novas regras só entrarão em vigor a partir de 2013.
Sinal disso é que o juro das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos cedia para 6,961%, depois de ter fechado ontem nos 7,014%. Trata-se da linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.
No mesmo sentido, a 'yield' genérica das OT a 10 anos cedia para 6,981%, após ter ficado ontem nos 7,035. Já o diferencial entre a dívida soberana portuguesa e as 'bund' alemãs com a mesma maturidade, que são a referência para o mercado, seguia nos 453,9 pontos. Ontem, chegou a superar os 500 pontos pela primeira vez, segundo dados da Reuters.
Também o juro das OT a 10 anos irlandesas cedia hoje para 8,686%, depois de se ter fixado nos 8,891% ao final do dia de ontem.
José Brandão Brito, responsável de 'Research' de Mercados Financeiros do Millennium Investment Banking, explicou ao Económico que há dois factores que estarão a contribuir para esta descida dos juros. "Por um lado, o BCE está a intervir no mercado. Por outro lado, a intensificação da perspectiva de que a Irlanda recorra ao mecanismo de estabilidade europeu pode estar a dar alguma confiança aos credores", adiantou, frisando, contudo, que a segunda hipótese não terá tanto peso.
"No caso de Portugal, os indicadores de dívida têm sido penalizados pelo efeito de contágio. Quando há más notícias sobre a Irlanda, Portugal também sofre. Agora com este alívio em relação à Irlanda, Portugal também está a beneficiar", acrescentou.
Notícias da mesma categoria
Comentários (90)
Publicidade
Acções do PSI 20





