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Associação Sindical de Juízes condena palavras do ministro da Economia e defende a sua saída.
A Associação Sindical dos Juízes (ASJP) defende a demissão do Ministro da Economia, Vieira da Silva, que considerou que as escutas do processo Face Oculta são "espionagem política". António Martins diz que só há uma interpretação possível para estas declarações: "Visam apenas descredibilizar a actuação das autoridades judiciárias".
Mas se duvidas houvesse, Vieira da Silva já as desfez, ao dizer esta semana que "não retira uma sílaba" ao que já tinha dito, ou seja, questionou a legalidade das escutas de conversas de José Sócrates com Armando Vara, afirmando que as investigações se baseiam em "pura espionagem política". Para o presidente da ASJP "são insinuações de tal gravidade, que deviam dar lugar à demissão imediata", do ministro. Ainda sobre este processo, que decorre em Aveiro, Martins criticou a presença do advogado de um dos principais arguidos do caso, no Conselho superior da Magistratura (CSM). Rui Patrício, vogal do CSM e advogado de José Penedos, já respondeu, afirmando que continuará "a advogar", e a exercer a função "no Conselho Superior de Magistratura", para a qual foi eleito. Em comunicado divulgado pelo "Expresso" online, Patrício diz ainda que esta questão "é legítima e justifica discussão, mas apenas se for colocada em geral, isto é, sobre todos os conselheiros, advogados ou não, que exercem outras funções".
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