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Juiz espanhol foi condenado num de três processos que enfrenta, por ter ordenado escutas a membros do PP envolvidos numa rede de corrupção.
O Supremo Tribunal espanhol anunciou hoje que o juiz Baltasar Garzón vai estar onze anos sem poder exercer as suas funções por ter ordenado escutas às conversas entre dirigentes da rede de corrupção do caso Gürtel (um dos maiores escândalos da Espanha democrática) e os respectivos advogados.
Trata-se da primeira vez que um juiz é julgado por ordenar escutas a acusados, de acordo com a sentença do Supremo Tribunal Baltasar Garzón violou o direito à confidencialidade entre cliente e advogado já inclui no processo escutas aos advogados de defesa, que não eram considerados suspeitos.
Ao longo do julgamento, os advogados dos dirigentes corruptos chamaram a Garzón "monstruoso", "difamante", "injusto", "bárbaro" e "inconstitucional", segundo o diário "El País".
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