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O aumento de fogos obriga a PJ a reforçar investigação e o Governo a adquirir mais meios aéreos.
O agravamento da vaga de incêndios levou o ministro da Administração Interna a anunciar a contratação de mais dois meios aéreos para reforçar o dispositivo e a Polícia Judiciária a aumentar as equipas de investigação no terreno.
Um helicóptero Kamov e um outro helicóptero pesado estarão ao serviço dentro de dias, garantiu Rui Pereira, no final da reunião de ontem do conselho de ministros. O ministro respondeu ainda às críticas feitas por alguns autarcas sobre a falta de coordenação entre as várias entidades, solicitando a todos os envolvidos que "remem no mesmo sentido", acrescentando que a "esmagadora maioria, mais de 95%" dos incêndios são extintos no próprio dia em que deflagram.
Para aumentar a fiscalização, a Polícia Judiciária (PJ) reforçou as equipas de investigação aos incendiários com mais de 60 elementos de outros departamentos, revelou a agência Lusa citando fonte a direcção nacional. Serão destacados para estas funções inspectores que habitualmente investigam assaltos violentos, homicídios, tráfico de droga ou crimes económicos foram desviados para auxiliar a investigação aos suspeitos de fogo posto. Apesar de o subdirector da PJ de Coimbra, Bernardo Cotrim, ter garantido, esta semana, ao Diário Económico que na zona centro não havia "necessidade de reforçar as equipas de investigação" e, depois do reforço das equipas de prevenção de incêndios em Junho, a quantidade de fogos que deflagraram nos últimos dias, nomeadamente no norte e centro do País, obrigou a PJ a aumentar ainda mais as equipas que estão no terreno.
"Todos os departamentos receberam instruções para formarem equipas de combate aos incendiários", disse à Lusa o director nacional, Almeida Rodrigues, lembrando que dos 12 detidos por fogo posto em floresta "quase metade é reincidente".
Com as chamas mais controladas, ontem, era na floresta em torno da Serra do Gerês que exigia mais trabalho aos bombeiros. No concelho de Terras do Bouro (Braga), os incêndios de Vilarinho das Furnas e Calcedónia mobilizavam 125 bombeiros e 41 veículos operacionais. Também no Parque da Penda Gerês, lavrava ainda um incêndio com várias frentes no concelho de Arcos de Valdevez (Viana do Castelo), que obrigou mesmo à evacuação das habitações na localidade de Vilar de Soente - que, à hora de fecho desta edição, ainda aguardava condições de segurança para voltar à aldeia -, devido ao avanço das chamas. No combate às chamas estavam envolvidos 114 bombeiros, 20 viatura e quatro meios aéreos.
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