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Em 2009, um quinto dos novos recrutas estava inscrito nos centros de emprego. No ano anterior, apenas 6%.
O recrutamento militar para o Exército através dos centros de emprego mais do que triplicou nos últimos três anos. Os dados do Exército a que o Diário Económico teve acesso revelam que, em 2009, um quinto (20%) dos jovens que entraram para este ramos das Forças Armadas estavam inscritos em centros de emprego. Três anos antes essa fatia não ultrapassava os 6%.
A crise económica está, assim, a levar mais jovens a encarar a carreira militar como uma alternativa ao desemprego crescente. Uma situação assumida pelo próprio titular da pasta. "É uma evolução natural, dado o crescimento do desemprego", defende o ministro da Defesa ao Diário Económico. Augusto Santos Silva lembra que, "apesar disso, há uma larguíssima maioria de cidadãos que ingressa nas Forças Armadas por outros motivos", sustentando que "o recrutamento militar é uma oportunidade oferecida aos jovens para servirem a pátria e adquirirem competências profissionais e pessoais relevantes".
Este acréscimo é "um reflexo da nossa situação económica", concorda Loureiro do Santos, antigo Chefe de Estado Maior do Exército, para quem há uma relação directa entre a falta de emprego, a "necessidade de aceitar qualquer coisa" e a opção pelo recrutamento militar.
No ano passado, registou-se uma inversão na tendência de decréscimo do número de efectivos no conjunto dos três ramos das Forças Armadas (Exército, Força Aérea e Marinha). O aumento do recrutamento entre os inscritos nos centros de emprego contribuiu para que, pela primeira vez em cinco anos, se verificasse um crescimento dos quadros militares. Entre 2008 e 2009, os efectivos aumentaram cerca de 13%, sendo o Exército o ramo com mais peso nesta variação, e o ratio entre entradas e saídas voltou a ser positivo.
Com o fim do serviço militar obrigatório em 2004, era Paulo Portas ministro da Defesa, o Exército tem-se debatido com a falta de efectivos.
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