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João Maia Abreu reconheceu no Parlamento que ficou "convencido" que o final do Jornal de Sexta, determinado pela administração da Prisa, aconteceu porque "era incómodo".
O jornalista diz ainda que fez "a ligação" entre essa decisão e as"referências públicas do primeiro-ministro àquele jornal".
Bastante crítico em relação às afirmações de José Sócrates sobre o Jornal de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes, Maia Abreu considera "preocupante que o primeiro-ministro se preocupe tanto com as críticas que a comunicação social lhe faz".
O jornalista recorda que até ao cancelamento "nunca me foram apontados dados negativos a respeito do jornal", mas já em 2008 José Eduardo Moniz, então director-geral da TVI "confidenciou-me que havia alguma insegurança quanto à existência daquele jornal".
"Estamos a falar de um jornal que relatava factos que não se provou que fossem errados. Temos de olhar para o jornal de sexta como um jornal que emitia factos e não como um vírus", argumentou.
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