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A Jerónimo Martins, liderada por Pedro Soares dos Santos, segue-se à PT e à Portucel na antecipação do pagamento dos dividendos.
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Tal como a PT e a Portucel, a JM vai antecipar a distribuição de lucros deste ano. A retalhista vai ainda distribuir parte das reservas em 2010.
A Jerónimo Martins anunciou, em comunicado, que a administração da empresa aprovou hoje adiantar a distribuição de 50% dos lucros do exercício em curso, apurados em Outubro de 2010, no valor de 26,39 milhões de euros, o "equivalente ao valor bruto de 0,042 euros por acção".
A empresa adianta que este dividendo será pago no dia 30 de Novembro.
Jerónimo também distribui reservas
Além disso, a Jerónimo Martins avança que quer distribuir um outro dividendo, de 0,168 euros por título, relativo às reservas livres no montante de 105,5 milhões de euros.
Este dividendo seria, por seu turno, pago no dia 27 de Dezembro.
Para proceder à distribuição de reservas, a retalhista convocou uma Assembleia Geral para 15 de Dezembro.
A Jerónimo Martins justifica esta opção de antecipar o pagamento dos dividendos com o valor das reservas legais "muito superior ao mínimo legal e estatutariamente exigível".
Explica ainda a retalhista que "é admissível a distribuição dessas reservas livres sem que o capital próprio da Sociedade, tal como resulta do balanço intercalar supra referido, fique inferior à soma do capital social e das reservas cuja distribuição aos accionistas não é permitida por lei e pelos estatutos".
'Dividend yield' de 1,81%
No total, a empresa vai pagar 132 milhões de euros, correspondentes a 0,21 euros brutos por acção. Este valor supera em 47% o valor dos dividendos pagos pela retalhista este ano, relativos aos lucros de 2009.
A remuneração total corresponde a uma rendibilidade dos dividendos de 1,81%. As acções da empresa fecharam hoje a valorizar 0,91% para os 11,605 euros.
Este ano, as acções da empresa lideram as valorizações na bolsa, com uma subida de 66,14%.
A polémica da antecipação dos dividendos
No início do mês, quando divulgou as contas dos primeiros nove meses do ano, a Portugal Telecom comunicou ao mercado que a administração da operadora iria propor o pagamento de um dividendo extraordinário de 1,65 euros por acção com o encaixe da venda da Vivo, sendo que uma parte desse dividendo (1 euro por acção) será pago já este ano.
Era uma medida que o mercado aguardava desde Julho, mas que já motivou forte polémica, visto que, com esta antecipação a PT "dá ideia de querer fugir aos impostos", criticou Teixeira dos Santos.
A nova lei
Tudo porque, o Governo, no Orçamento do Estado para 2011, alterou o regime fiscal sobre os dividendos recebidos pelas SGPS.
A partir de 2011, para manter a isenção total de impostos, as SGPS têm de ter uma participação superior a 10% na empresa que distribui o lucro e é ainda preciso provar que os rendimentos já foram sujeitos anteriormente a tributação efectiva por parte do emitente.
Até agora, as SGPS podiam evitar a dupla tributação, independentemente do valor da sua participação.
Portucel também antecipa dividendos
Também esta terça-feira, a Portucel informou o mercado que vai propor, numa Assembleia Geral, a realizar no próximo dia 17 de Dezembro, a atribuição de reservas de 0,156 euros por acção até ao final de 2010.
Feitas as contas, as reservas a distribuir pela Portucel aos seus accionistas até ao fim do ano ascenderão a cerca de 120 milhões de euros.
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