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Alberto João Jardim admitiu que não foi totalmente transparente com o Estado em relação às contas da Madeira.
"O Sócrates, o Teixeira dos Santos e o seu deputado Maximiano, que fez esta pouca vergonha toda à Madeira, tinham uma lei em que o Governo da República podia aplicar sanções sobre o Governo regional, se o governo regional continuasse com obras a fazer dívida, porque eles não nos tinham dado o dinheiro e não nos autorizavam a fazer dívida", argumentou ontem Alberto João Jardim num comício, no concelho da Ribeira Brava.
O presidente do governo regional da Madeira disse ainda que "foi por isso, que não era aconselhável [revelar todas as dívidas] porque eles ainda nos tiravam mais dinheiro se andássemos a mostrar o jogo todo a um Governo socialista que não era sério".
"Nós estávamos em estado de necessidade e, por isso, agimos em legítima defesa", sustentou Jardim.
Já ontem, ainda antes destas declarações, João Jardim tinha desvalorizado a intenção da Procuradoria-Geral da República de investigar o caso.
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