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Estamos no ano 2009 depois de Cristo. Todas formas de rendimento são taxadas pelo Estado. Todas? Não! As irredutíveis mais-valias de acções ainda resistem ao fisco. E a vida não é nada fácil para aqueles que pretendem tributá-las.
Estamos no ano 2009 depois de Cristo. Todas formas de rendimento são taxadas pelo Estado. Todas? Não! As irredutíveis mais-valias de acções ainda resistem ao fisco. E a vida não é nada fácil para aqueles que pretendem tributá-las.
Depois de umas pequenas adaptações, o famoso prólogo que dá início a todos as aventuras de Asterix e seus amigos parece ajustar-se às também bem sucedidas ousadias das mais-valias accionistas em Portugal.
Neste país, todas as formas de rendimento são taxadas: os rendimentos gerados pelo trabalho (salários); pelos imóveis (rendas ou mais-valias); pelo capital (lucros e dividendos); e pelos depósitos e outras aplicações financeiras (juros). Até as pensões de reforma são tributadas. Mas há uma pequena excepção: as mais-valias de acções. Essas, quando detidas por mais de um ano, não são taxadas.
Entre os países mais desenvolvidos da OCDE, segundo o Jornal de Negócios, só a Áustria, a Bélgica, a Suíça e o Luxemburgo praticam esta isenção fiscal. Todos os outros tributam, uns mais do que outros, o rendimento que resulta da venda de acções.
O que justifica esta isenção e este estado de excepção na Europa? Nada. O único argumento a seu favor - o do estímulo ao investimento no mercado de capitais - não convence. Se o levássemos à letra concluiríamos que o IRS é um desinsentivo ao trabalho. E o receio de que os investidores estrangeiros abandonem a praça portuguesa carece de fundamento, já que estes estão isentos de impostos em Portugal. Além disso, o mercado accionista português já tem maturidade suficiente e deve ser tratado como qualquer outro.
Do outro lado da barricada, está um argumento muito mais poderoso: o da equidade, questão cara à política fiscal. Não há razão para discriminar positivamente este tipo de rendimentos, sobretudo quando tendem a ser auferidos por pessoas com rendimentos acima da média.
Agora, um grupo de peritos fiscais propuseram, num extenso relatório encomendado pelo Governo, que as mais-valias (tal como qualquer outro rendimento de capital) passem a ser tributadas a 20%.
O partido socialista preferiu não comentar a medida. O seu programa defende a aproximação do "regime de tributação das mais-valias mobiliárias ao praticado na generalidade dos países da OCDE", mas a história das irredutíveis mais-valias portuguesas aconselha prudência. A mesma proposta constava do programa do primeiro Governo de Sócrates... Na memória dos socialistas perdura ainda a mal sucedida experiência de António Guterres e do seu então ministro das Finanças Pina Moura, que acabaram por desistir da medida perante a fortíssima contestação levada a cabo pelo sector financeiro. Com este relatório dos peritos fiscais, Sócrates tem o pretexto ideal para acabar com esta injustiça. Esperemos que o faça porque às injustiças não se dá o direito de serem irredutíveis.
Comentários (11)
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Acções do PSI 20





zlUm8R Every time I come back here again and don`t get disappointed..!
Isso até podia fazer sentido, mas os investidores correm risco para ter essas mais-valias, riscos esses que quando resultam em perdas não dão direito a nenhum subsidio de compensação.
Temos um dos mercados de capitais mais atrasados da Europa, se o queremos incentivar não podemos ir por ai.
É pena que este tipo de artigos continuem a ser escritos.
- Primeiro o facto de outros rendimentos serem taxados não serve de desculpa. Há muitos outros que não o são e segundo porque o verdadeiro e único motivo é apenas arrecadar mais receitas e continuar a alimentar o monstro que é o Estado e todos os corruptos que dele fazem parte
- Segundo, dizer que os outros países já o fazem é mentira e mesmo que fosse verdade, com o mal dos outros podemos nós bem
- Por fim e mais importante, este senhor finge que não sabe que os lucros das empresas já são taxados. Tributar dvidendos ou mais valias não é mais que tributar segunda vez. Sim, uma mais valia resulta de uma alteração de expectativas de lucros futuros da empresa, obviamente ajustadas pela tributação futura. Se ele houvesse compradores de acções que fossem suficientemente estúpidos para assumir que a empresa não vai pagar impostos no futuro então a mais valia do vendedor seria mas alta ceteris paribus
Oh ilustre editor de economia!
Penso que a sua Excelência de fiscalidade e da vida sabe pouco ou nada.
Não deveria vir com "caso" sem falar nos grandes escândalos de autêntica bandalheira.
Pense lá bem!
Enumerando:
- Uso de carros pelo Presidente da República, Primeiro Ministro, Ministros e toda aquela gente do Poedr Politico - para o serviço e fora dele. Isso paga imposto? Tinha que regular o uso do carro, como não pode tributava uma parte ...
- Idem para todos os administardores, gestores e tanta gente que usa carro da empresa. Sabe que basta não haver contrato escrito e já não é tributado!
- Uso de cartões de crédito para despesas e refeições pelos politicos, administradores e gestores de empresas. Não tinham que pagar? Alguém paga?
- Uso de telemóveis para trabalho e não trabalho. Não tinham que pagar IRS?
- Idem, idem tantos "fringe benfits"!
Isto é que é um escândalo!!!
Olhe um mail que anda por aí a circular:
DEPUTADOS NO REINO UNIDO...
Não é de estranhar, mas é interessante saber...como tudo é diferente...
Os deputados do Reino Unido, na "Mãe dos Parlamentos",
1 . não têm lugar certo para sentar na Câmara dos Comuns;
2 . não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis;
3 . não têm residência (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias); detalhe: e pagam, todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador;
4 . não têm passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento.
E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública.
Em suma, são SERVIDORES DO POVO.
A propósito, sabiam que, em Portugal, os funcionários não Deputados que trabalham (???) na Assembleia têm um subsidio equivalente a 80% do seu vencimento? Isto é, se cá fora ganhassem 1000,00 EUR lá dentro ganhariam 1800,00EU. Porquê? Profissão de desgaste rápido?!!... E porque é que os jornais não falam disto?!...
Tem razão "anónimo"é preciso comprar as acções, que parecem interssantes.Não esqueça que a maioria dos investidores, ou o faz por complemento de actividade, ou entrega o assunto a profissionais.Já perdi muitos milhares
Só quem nunca teve acções ou não tem a menor noção do que é investir em bolsa é que pode dizer que mais-valias são "ganhar dinheiro sem fazer nada"
Não esquecer que uma acção detida por longos periodos pode ter uma mais-valia nominal mas ter uma menos valia real.
Tudo bem, desde que se tenha o mesmo critério com as menos-valias.
Bom dia, mais do que investir numa acção deve-se ter em conta que por trás de uma acção está um negócio, e que esse negócio deve ser intemporal e não está confinado a um determinado período de tempo.Tenho por hábito invocar um dos maiores especuladores/investidores de todos os tempos, Warren Buffet, em que cita que os negócios dele tem um prazo de validade médio de 40 anos, em que gosta de maximizar esses negocios ao máximo e cujas taxas de rentabilidade está em média em 22%/ano.Sou manifestamente a favor da tributação das mais valias em mercados de capitais regulamentados, seja acção, seja short.Ao mesmo tempo sou manifestamente contra a tributação da forma como conhecemos dos dividendos ou lucros, porque estes são a forma como os investidores obterem rendibilidade dos seus investimentos e são também a forma de pertétuar os investimentos, face á constante compra e venda, forma de fazer dinheiro de curto prazo.A legislação não priveligia o recurso ao autofinanciamento(accionistas) face ao financiamento externo, se eu como accionista empresto dinheiro á empresa é rendimento para mim e não aceite como custo fiscal, já com o banco é aceite como custo fiscal, o que leva as empresas a endividar-se para com terceiros(externos), face ao autofinanciamento.
Sim sou a favor da tributação das mais valias em bolsa, por uma questão de equidade.