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O novo edifício está pronto e equipados com os mais modernos e inovadores equipamentos de radioterapia, aumentando os tratamentos disponibilizados.
O novo Serviço Externo de Radioterapia, do Instituto de Oncologia do Porto - IPO, está concluído e pronto a receber - já na próxima quarta-feira - os primeiros doentes. O novo edifício está equipado com os mais modernos equipamentos de radioterapia visíveis ainda em poucas hospitais europeus e vai permitir o tratamento mais eficaz e com menos efeitos secundários para os doentes de cancro.
A unidade, a maior da Península Ibérica, vai ser inaugurada amanhã, com as presenças do Primeiro - Ministro, José Sócrates, da Ministra da Saúde, Ana Jorge, e do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro.
O edifício, construído de raiz e com linhas arquitectónicas inovadoras, vai permitir o atendimento dos actuais cerca de quatro mil doentes ao ano, que recorrem ao hospital. De acordo com Laranja Pontes, presidente do IPO Porto, "com uma média de 80 mil sessões de radioterapia por ano, o novo serviço vai permitir aumentar a capacidade nos tratamentos disponibilizados".
Simultaneamente vai passar a receber os "cerca de mil doentes que eram canalizados para os hospitais privados, como é o caso da hospital da CUF". Uma medida tomada pela actual administração do IPO, em 2007, ao abrigo dos contratos programa assinados com os hospitais privados, que permitiu acabar com as listas de espera no tratamento dos doentes oncológicos no IPO Porto. "O novo projecto de radioterapia foi pensado na altura, tendo em conta a exiguidade e senescência de algumas das nossas instalações e equipamentos", acrescenta Laranja Pontes.
O novo serviço de radioterapia vai possibilitar a aquisição do estatuto de Centro Ibérico de Formação nestas áreas tecnológicas do tratamento do cancro.
Criar uma unidade de excelência
Com cerca de seis mil m2 de área o serviço de radioterapia está equipado com dez ‘bunkers', salas de tratamento onde estão instalados os aceleradores lineares de última geração, três deles de gama muito alta. A juntar a isso tem 16 gabinetes de consulta e um conjunto de outros espaços, como a radiobiologia e física médica e um banco de dados, que vai permitir criar um "banco de tumores e estruturar as informações médicas em suporte digital", acrescenta Laranja Pontes.
Helena Pereira, directora do serviço de radioterapia, salienta a importância que a nova unidade vai ter para os utentes "a nível de técnicas de tratamento inovadores, mais precisas e mais rápidas". Dá como exemplo o caso da Radioterapia de Intensidade Modelada, da Irradiação Corporal Total, da Radioterapia Guiada por Imagem, da Radioterapia Intraoperatória, alargada a várias patologias (como digestivos, sarcomas e mama), da Radiocirúrgia e Radioterapia estereotáxica fraccionada e da Radioterapia 4D.
O novo serviço de radioterapia resultou de um concurso de concepção/construção, ganho pelo consórcio Bascol/Casais e Varian, parceiro tecnológico americano, num investimento total de 30 milhões de euros. O investimento no edifício foi de cerca de 13,5 milhões de euros, com cerca de cinco milhões de euros de comparticipação do QREN, e 17 milhões de euros para os equipamentos. O projecto foi idealizado em 2007, e a construção iniciada em Abril de 2009, e na próxima semana irá entrar funcionamento, "cumprido o prazo e o valor da empreitada, e abrindo ao público com a conclusão da construção, já que a montagem e calibragem das máquinas foi feita em simultâneo com o edifício" acrescenta Laranja Pontes.
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