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Entrevista

“Invisto em bens que conservam o seu valor, como o ouro”

Alexandra Brito  
22/01/12 09:35

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O empresário ligado ao sector da joalharia confessa ser um investidor muito conservador.

O presidente da marca portuguesa de jóias Gilles Fine Jewellery está habituado a ter nas mãos verdadeiros tesouros: o mais caro de todos, um relógio de ouro, custava 750 mil euros. Apesar disso, não se deixa deslumbrar. O empresário, José Madeira Gil, admite ser muito conservador na gestão das suas poupanças e não esquece um conselho que lhe deram sobre o dinheiro: é fácil de gastar e difícil de ganhar.

Na sua opinião, o que é que o dinheiro não compra?
A velha máxima: a felicidade, a saúde, a amizade e o amor verdadeiro.

Lembra-se do seu primeiro ordenado? O que fez com ele?
Sim, lembro com certeza, comprei um relógio. Ainda hoje o tenho e funciona.

Qual foi a jóia mais cara que teve nas suas mãos?
Um relógio, no valor de 750.000 euros, uma peça única. Em ouro e todo cravado com diamantes e muito trabalho manual.

No campo da gestão do dinheiro considera-se uma pessoa poupada ou nem por isso?
Desde há muitos anos tento aplicar o dinheiro em bens que conservem o seu valor. O ouro é um óptimo exemplo disso mesmo, que além de conservar valor tem tido excelentes mais-valias.

Se ganhasse o Euromilhões o que faria?
Investiria na nossa marca de forma a internacionalizar a mesma e abri-la a novos mercados.

Para si qual é o montante suficiente de dinheiro para deixar de trabalhar?
Essa é uma questão que não colocaria. Nunca deixaria de trabalhar, o ser humano tem de ter sempre desafios.

Qual foi o melhor investimento que fez?
A primeira expansão do nosso negócio, ou seja, a passagem de uma loja de um centro comercial tradicional para centros de renome: o Colombo e o Vasco da Gama e mais recentemente a abertura na Av. da Liberdade.

Em que tipo de produtos financeiros aplica as suas poupanças? É conservador ou gosta de produtos mais arriscados?
Super conservador. Aplicamos os recursos apenas em áreas que conhecemos, ou seja, naquela onde há 20 anos nos movimentamos.

Como escolhe os seus investimentos: É autodidacta? Ou recebe conselhos de familiares, amigos ou do gestor de conta?
Tentamos investir onde nos parece mais sensato, tanto ao nível particular como profissional.

Qual foi o conselho mais precioso que já recebeu sobre dinheiro?
Fácil gastar, difícil de ganhar.





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