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Nove anos depois dos ataques terroristas às torres gémeas em Nova Iorque, 49% dos americanos são contra a religião muçulmana.
Este ano, o dia 11 de Setembro não será apenas marcado pelo luto nacional nos Estados Unidos. Hoje, no nono aniversários dos ataques terroristas às Torres Gémeas, em Nova Iorque, que mataram quase 3.000 pessoas, a data está mais politizada do que nunca. Por todo o país, a tensão está ao rubro e a intolerância religiosa ganha cada vez mais adeptos, com 49% dos americanos contra a religião muçulmana, o valor mais elevado dos últimos nove anos, de acordo com uma sondagem Washington Post/ABC News.
Tudo por causa de um projecto para construir uma mesquita a dois quarteirões do Ground Zero, que se tornou altamente polémico, mas também por culpa de um desconhecido pastor da Flórida, Terry Jones, que catapultou o seu nome para as luzes da ribalta ao convocar para hoje o "Dia Internacional para Queimar o Alcorão".
Ao fim de uma semana de repetidas polémicas, ontem ao final do dia ainda não era 100% certo se o pastor Terry Jones iria ou não cumprir a sua ameaça de queimar o livro sagrado do Islão, forçando o presidente Barack Obama a pronunciar-se pela segunda vez contra a ideia. Na Casa Branca, Obama apelou à tolerância religiosa e avisou sobre o perigo para as vidas dos soldados americanos em países como o Iraque e o Afeganistão. Antes, Obama já tinha afirmado que queimar o Alcorão seria um "acto destrutivo" e ajudaria a Al-Qaeda a recrutar mais terroristas para levar a cabo novos ataques nos EUA e na Europa. O presidente marcará o aniversário dos ataques com uma cerimónia solene no Pentágono.
Ontem, no Afeganistão, mais de dez mil pessoas juntaram-se à porta de uma base militar da NATO para protestar contra a queima do Alcorão, tendo a manifestação terminado com a morte de uma pessoa. Os manifestantes queimaram bandeiras dos EUA e gritaram "morte aos cristãos". "O Alcorão está no coração e na mente de todos os muçulmanos, mas esta afronta contra o livro sagrado é uma humilhação", disse o presidente afegão, Hamid Karzai, após as orações que marcaram o fim do mês do Ramadão, uma importante festa religiosa que este ano coincide com o aniversário do 11 de Setembro.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
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