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Ásia

Índia bem posicionada para entrar no clube das 10 maiores economias

Bárbara Silva  
31/07/10 09:45

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1 leitores

O país asiático deverá crescer 9,4% em 2010 e aproximar-se rapidamente de Espanha e Canadá.

No ‘top 10' das maiores economias, a emergência da China para o segundo lugar, pode não ser a única novidade em 2010. A crise da dívida soberana está a debilitar as economias do Velho Continente - que neste momento ocupam metade dos dez lugares do ‘ranking' - e a permitir a aproximação rápida dos países emergentes, em particular o grupo dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e Canadá).

A começar pela Índia, que de acordo com o FMI tem uma previsão de crescimento de 9,4% para 2010, podendo assim subir um lugar e entrar para o ‘top ten'. A contracção espanhola de 0,4%, estimada para este ano pelo FMI, deixa a Espanha (9ª) não só vulnerável ao Canadá, como também à Índia.

Com mais dificuldade, uma vez que depende do preço do petróleo, a Rússia (12ª lugar) também continua na corrida a um lugar no ‘top 10', com o produto a crescer 4,3% este ano. Já o Brasil, na oitava posição, deve aproximar-se de Itália se se confirmar um crescimento económico superior a 7% em 2010.

Os analistas prevêem que a ultrapassagem da China ao Japão irá alterar o equilíbrio de poder e a ordem económica mundial, com os países mais ricos do mundo a intensificarem ainda mais a "competição económica" uns entre os outros. "É importante assegurar que essa competição não contamine de forma negativa os planos político, diplomático e militar", disse o analista Marco Vicenzino ao Diário Económico.

Ainda que os países emergentes entrem em força para o ‘ranking' da quantidade do PIB, continuam bastante para trás no campeonato da riqueza média dos seus cidadãos. Segundo o FMI, o PIB ‘per capita' chinês, em termos de paridade do poder de compra, não vai além dos 6.567 dólares por ano, em 2009, por comparação com os valores dos Estados Unidos (46.381 dólares) e do Japão (32.608 dólares). A par de países como a Namíbia, Ucrânia e Angola, a China surge assim em 99º na lista de países em função do PIB ‘per capita' do FMI. "A China ainda é um país em desenvolvimento e nós temos de ser inteligentes o suficiente para reconhecê-lo", disse o vice-presidente do Banco Central chinês, Yi Gang, na mesma entrevista.





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Comentários (32)

Zanoto , Brasil | 15/09/10 01:30
Eu como Brasileiro, devo admitir que varios amigos/colegas que nasceram na década de 70 ( como eu ), e que tiveram acesso a uma educação publica de média qualidade, tem hoje, uma situação economica ( maior conforto, alimetação, saúde, moradia etc ) bem melhor que a que tiveram nossos pais. E assim , hoje estamos dando uma educação ainda melhor para nossos filhos.
Se na índia ou China estiverem ocorrendo o mesmo, é claro que estes países, inclusive o Brasil, podem chegar ao nível de desenvolvimento de Portugal, Espanha e etc.

( desculpem meu portugues de nível médio )


NapoLeao , | 01/08/10 17:17
A Educacao (raizes inglesas) e a lingua fazem da India o mais forte candidato ao top 10 dos paises ricos !


Domador da Fera Morta , PORTO | 01/08/10 12:48
Caro lucklucky,
Quanto à sua pergunta "terá o mundo capacidade para sustentar esse crescimento dos países em vias de desenvolvimento?" - Acho infelizmente que não! E porquê? Porque a médio prazo, sim! Mas a longo prazo, as necessidades mundiais de matéria-prima, combinadas com o aumento constante da população precisamente nesses países, irá criar uma procura de tal ordem, que os preços poderão atingir valores completamente impensáveis para a realidade de hoje. Os preços dessas matérias-primas, tal como o petróleo, electricidade, aço, madeiras, alumínio, ouro, e água, poderão atingir valores aos quais, só os países mais ricos terão capacidade de os comprar. Por outro lado, a venda de produtos industrializados, terão um aumento tal nos preços que fará baixar o comércio mundial, com prejuízo especial das economias mais exportadoras, como é o caso dos BRIC.
Finalizando, "mais difícil que subir, é manter-se no topo" - Ou seja, quando uma economia como a indiana, tiver crescido, ao ponto dos ordenados atingirem níveis semelhantes ao europeu, a pressão sobre a eficácia e rentabilidade das suas empresas será extremamente maior, o que poderá acarretar niveis de desemprego assustadores! Portanto, na minha opinião, o Brasil, com enormes stocks de todo o tipo de matérias-primas, com uma população considerável e jovem (sem problemas de pensões), com um território terrestre e marítimo gigantesco, e com uma economia já bastante robusta, e com uma "identidade nacional sem divisões religiosas e históricas, tem todas as condições para ter nos próximos 30 anos, um crescimento como nunca teve até aqui.


P , | 01/08/10 10:44
« O mundo é como um verme gigantesco de muitas patas, contorcendo-se em movimentos incompreensíveis, e nós temos nenhum controlo sobre estes movimentos.»
Alguém disse mas não lembro quem.


jossan , loulé | 01/08/10 08:38
A Índia é um país socialmente do mais atrasasado que existe, com miséria por todo o lado, mas que tem pequenos nichos de desenvolvimento. Só consegue entrar nas 10 maiores economias por ser o segundo país mais numeroso do mundo com mais de mil milhões de habitantes (quase todos miseráveis). Compare-se com a Alemanha, com apenas 80 milhões de habitantes é a quarta maior economia do mundo.
E não esquecer a fome que afecta muitos milhões de pessoas na Índia. Morrem milhares de crianças com fome.


aa , | 01/08/10 04:12
India aquele pais em que existe o maior exploração infantil tal como na china?? então pelos vistos vale a pena explorar e desrespeitar os direitos humanos....


lucklucky , | 01/08/10 01:15
Não entendo.
Em 1945 Singapura acabou de ser evacuada semi destruída pelos Japoneses.
Só em 1965 teve a independência, ao contrário da India e da China, ora o argumento foi apresentado que a falta de independência teria tirado a possibilidade as esses países de se desenvolverem. Ora como se vê com Singapura tal não é verdade. Usando o seu número passaram de 4500$ para 50000$ um aumento de mais de 10x no rendimento em 45 anos.
Ora como sabemos que é mais fácil subir a partir de mais baixos rendimentos seria de esperar que a India e a China tivessem um nível de subida muito maior, ora tal não aconteceu. Só agora estão a despertar.



PM , PVarzim | 01/08/10 00:20
Alex Santro ainda bem que isso mudou, se bem que é um pouco triste consumir leite uma vez por semana, para uma criança. Confesso que me faz confusão a Italia ter uma economia maior que o Brasil. São as coisas dos BRIC. A Italia tal como Portugal tem passado por estagnação, e a situação da itália é ainda mais complexa que a portuguesa...

Quanto ao brasil, é um pais grande e é preciso ainda fazer muita coisa. Como qualquer pais grande, tem grandes oportunidades e grandes problemas. Mas tem tudo o que é preciso, algo importante é apostar em educação com qualidade, e o brasil continuar a se afirmar na cena internacional como vem fazendo.


Joao , | 31/07/10 23:02
Falta considerar uma variavel muito importante.
India - uma poência nuclear. Paquistão - uma potência nuclear.
Um não pode ver o outro e reciprocamente, a qualquer momento tudo pode mudar.
Toda esta zona ( Asia ) pode-se dizer que caminha no fio da navalha


João. , | 31/07/10 21:30
Alesx,
fico feliz por este crescimento do Brasil, pelas oportunidades que tem dado a muita gente de melhorar o seu nível de vida.

Também, como você, não tenhos grandes conhecimentos de economia, no entanto, em geral, portanto sem especificar o Brasil, sempre me vai parecendo que o crescimento do consumo implica investimento interno e até importações, ou seja, o que traz produtos para os mercados.

Num prazo mais alongado, julgo, a sustentação dos níveis de crescimento no consumo precisarão de ser acompanhados do aumento de exportações e até de investimento estrangeiro, ou seja, pelo aumento de dinheiro que vem de fora para dentro, porque se tudo for feito internamente ou importado o dinheiro virá das impressoras dos Bancos centrais e entrará no bolso das pessoas em forma de crédito.

A questão é que a impressão de dinheiro desvaloriza a moeda e geralmente provoca inflacção, e, se de forma exagerada, descredibiliza a moeda que pode deixar simplesmente de ser aceite internacionalmente. Passando o país a depender de empréstimos do FMI ou coisa do género.

Para desenvolver as exportações é importante que a economia internacional esteja com saúde, para que possam comprar mais coisas de fora e que, também, o país que exporta crie mercadorias competitivas, que os outros queiram comprar. Um exemplo brasileiro que me lembro agora, mas há muitos mais, é a Embarer, cujo mercado, dado o seu produto de excelência, é hoje mundial.

Ficam estas considerações, naturalmente com as reservas de minha falta de formação na área, e portanto, reservando a necessidade de correcções por que sabe melhor destas coisas.


Bruno , Lisboa | 31/07/10 21:13
lucklucky,

Não, não, não... Singapura sempre foi muitissimo mais rico que a China ou a India.
Em 1965 o PIB per capita em Singapura era de 4.530$ enquanto a da China e India era de 650$ e 660$ respectivamente.

A China e a India passaram a ter crescimento económico com a abertura de suas economias. O crescimento começou mais ou menos nos anos 70. 40 anos depois, eles ainda não são ricos.
50 anos para uma economia não é muito tempo não. É apenas 2 gerações.

Quanto ao absurdo do governo de Mao, concordo plenamente.


lucklucky , | 31/07/10 20:43
"Mas não é correcto afirmar que foi por causa do socialismo que a China e a India são pobres. É sim, porque ambos os países perderam a sua soberania nacional, e apenas após terem recuperado-a é que iniciaram o crescimento económico e social que eles tem passado nos ultimos anos."

A China e a India são independentes desde os anos 50. A India até foi em 1947.
Tiveram muito tempo para ser ricos.
Só que o Socialismo Chinês e o criminoso Mao matou milhões e a Índia teve uma economia nas mãos de empresas publicas onde estava tudo regulado e controlado pelo Partido do Congresso. O que fazia mexer qualquer coisa era a corrupção e o cartão do partido.

Singapura partiu do nada em 1965, uma mera ilha sem riqueza natural alguma: excepto as pessoas que lá estão, e é um dos países mais ricos do Mundo.

As mudanças tecnológicas asseguram que a prosperidade pode mudar rápidamente especialemnte se o ambiente e incentivos mudarem.
30 anos é muito tempo na economia quanto mais 60.


Bruno , Lisboa | 31/07/10 20:31
lucklucky,

Você parece não gostar do socialismo, se interpretei bem o seu comentário. Justo, todos temos direito a nossa opinião.

Mas não é correcto afirmar que foi por causa do socialismo que a China e a India são pobres. É sim, porque ambos os países perderam a sua soberania nacional, e apenas após terem recuperado-a é que iniciaram o crescimento económico e social que eles tem passado nos ultimos anos.

Por outras palavras, eles estão a passar agora pelo crescimento que nós passamos a 50 anos atrás.


Bruno , Lisboa | 31/07/10 20:22
Alesx Sandro,

O crescimento da renda per capita dos países dos BRIC é tudo menos pequena. Tem estado a crescer bastante rápido nos ultimos anos.

É uma questão muito técnica, e defícil de explicar num espaço como este, mas aquilo que move a economia não é o mercado consumidor. É a produção nacional.

É errado achar que o crescimento dos BRIC [ou qualquer outra economia] impede o crescimento dos países atualmente ricos. Não é assim que funciona a economia.
O crescimento de economia como o Brasil, Russia, India e China é benéfico para as economias da Europa, EUA, etc.. Porque tanto serve como novos mercados para fazer [e receber] investimentos assim como as importações melhoram a qualidade de vida dos habitantes dos países ricos.





lucklucky , | 31/07/10 20:14
"Terá o mundo capacidade de sustentar esse crescimento dos paises do em desenvolvimento?"

Não sei porque não.
Há milhares de terras livres devido ao aumento da produtividade.
Imagine só os milhões de pessoas que vão trazer novas ideias e descobrir novos saberes. Isto se não tiverem um Ministério da Educação como o Português...

A Produtividade só evoluiu para onde estamos hoje devido ao que podemos chamar a Europa, Estados Unidos e Japão. Agora mais pessoas vão criar, desenvolver, explorar outros caminhos, tecnologias, ideias. Hoje, China, India, Brasil, amanhâ será a vez dos Africanos.

É preciso é liberdade, mercado livre, não socialismo, monopólios ou mercantilismo.


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