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Endividamento excessivo e desemprego levam o crédito mal parado na habitação para níveis inéditos em 30 anos.
Perante o aumento do desemprego, as famílias sentem cada vez mais dificuldades em cumprir com o pagamento dos seus empréstimos. É esta a conclusão que é possível retirar dos últimos dados do Banco de Portugal (BdP), divulgados ontem.
O peso do crédito malparado, no montante total dos empréstimos concedidos às famílias, atingiu o valor mais elevado da última década. Em Agosto, o crédito malparado voltou a aumentar, representando 2,78% do montante de empréstimos concedidos às famílias portuguesas.
Segundo os dados do Banco de Portugal, do total de 135,1 mil milhões de euros de crédito concedido pela banca aos particulares, 3,8 mil milhões de euros correspondem a crédito malparado. Em termos homólogos, este valor representa um aumento de 34% no incumprimento no pagamento dos créditos. "O excesso de endividamento das famílias e as elevadas taxas de esforço foram as principais causas. A crise e o desemprego só agravaram mais o cenário", explicou Filipe Garcia, economista da IMF, ao Diário Económico.

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