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A liderança chinesa alertou hoje que o crescimento económico do país pode ainda abrandar mais, com o presidente da República, Hu Jintao, a prometer mais medidas de estímulo ao consumo interno.
Os comentários dos líderes chineses, que a agência noticiosa oficial chinesa Nova China hoje divulgou, levaram os analistas a admitir a possibilidade de novas medidas de estímulo económico na China, apesar das estimativas que apontam para uma recuperação nos próximos meses.
Segundo os analistas, tudo indica que o pior abrandamento do crescimento económico chinês desde 2008 tenha chegado ao fim, mas os líderes chineses temem o aumento do desemprego, com a consequente agitação social.
A China prepara-se, no Outono, para uma troca da liderança máxima, que só ocorre a cada dez anos.
"As pressões económicas negativas são ainda relativamente elevadas", disse o primeiro-ministro Wen Jiabao, numa conferência perante quadros governamentais, segundo a Nova China.
A contracção económica global, que abalou as exportações chinesas, "poderá continuar por muito tempo", alertou Wen.
No trimestre anterior a 30 de Junho, o crescimento chinês caiu para 7,6 por cento, um mínimo de três anos, mas os analistas consideraram que a economia chinesa deverá ultrapassar, com facilidade, a meta do governo, que é de 7,5% para 2012.
O presidente chinês, Hu Jintao, citado pela Nova China, num raro comentário público sobre economia, alertou que os funcionários estatais devem seguir de perto os acontecimentos fora do país, para melhorar a capacidade da China de enfrentar possíveis choques.
O governo deve "melhorar as políticas e as medidas para aumentar o apoio da economia real às políticas fiscais e monetárias sobre a economia real, bem como os esforços para expandir a procura doméstica", acrescentou Hu.
A agência noticiosa oficial chinesa não adiantou pormenores sobre eventuais novas iniciativas que se possam juntar, eventualmente, àquelas que Pequim já adoptou ao longo dos últimos quatro meses, incluindo o aumento do investimento por parte das empresas estatais e mais investimento na construção de habitação social.
Na segunda-feira, o conselho de ministros chinês anunciou que um aumento do investimento público, este ano, em construção de ferrovias e em novos projectos capazes de atrair capitais privados para os sectores onde o Estado ainda domina, como a energia, finanças e telecomunicações.
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